A culpada
sábado, 17 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Ah, o amor...
O problema do amor é o clichê.
Não no sentido de ideias clichês, mas no sentido de o sentimento, por si só, ser clichê.
Quem quer ler algo de um escritor clichê?
Todo mundo, na verdade. O clichê agrada porque a maioria se identifica. E quem não se identifica, sonha em um dia identificar-se.
Engraçado...
Curioso, no mínimo.
Em tempos em que se busca tanto a diferenciação, todos sentem - ou desejam sentir - a mesma coisa.
"Mas de forma diferente."
De que forma? Existe outra?
O que andam ensinando por aí sobre o amor? Só se ama de um jeito!
Eu só amo de um jeito.
Amo do jeito que se deve ser.
- E há jeito certo?
A verdade é que ninguém sabe, por isso há tanto amor virando desamor.
Amem mais, pelo amor de Deus!
Não no sentido de ideias clichês, mas no sentido de o sentimento, por si só, ser clichê.
Quem quer ler algo de um escritor clichê?
Todo mundo, na verdade. O clichê agrada porque a maioria se identifica. E quem não se identifica, sonha em um dia identificar-se.
Engraçado...
Curioso, no mínimo.
Em tempos em que se busca tanto a diferenciação, todos sentem - ou desejam sentir - a mesma coisa.
"Mas de forma diferente."
De que forma? Existe outra?
O que andam ensinando por aí sobre o amor? Só se ama de um jeito!
Eu só amo de um jeito.
Amo do jeito que se deve ser.
- E há jeito certo?
A verdade é que ninguém sabe, por isso há tanto amor virando desamor.
Amem mais, pelo amor de Deus!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A despedida
Vai, pequena, não faz assim. Vejo-te desse jeito e não consigo nem esboçar um falso sorriso no canto da boca. Muito pelo contrário... As lágrimas caem sem que os olhos se fechem. Por que você faz isso comigo?
E para de me olhar desse jeito!
Por Deus, para, pequena!
Sinto muito, ma terei de faze-la parar.
Você me perdoa?
Me responde, por favor. Eu já não tenho forças para continuar aqui. A cada lágrima que se vai, vai também grande parte de mim.
Responde, anda... Em qualquer outra situação, você estaria sorrindo, ou chorando, ou falando pelos cotovelos, ou os três, como no dia que tive que operar hérnia às pressas, lembra?
Tudo bem, não vai responder, já entendi... Com o tempo eu vou aceitando...
Mas suplico-te para que me desculpe por agora.
E jogou a última rosa cor-de-rosa, a favorita da pequena, enquanto sinalizava que podiam começar a jogar a terra.
- Adeus.
E para de me olhar desse jeito!
Por Deus, para, pequena!
Sinto muito, ma terei de faze-la parar.
Você me perdoa?
Me responde, por favor. Eu já não tenho forças para continuar aqui. A cada lágrima que se vai, vai também grande parte de mim.
Responde, anda... Em qualquer outra situação, você estaria sorrindo, ou chorando, ou falando pelos cotovelos, ou os três, como no dia que tive que operar hérnia às pressas, lembra?
Tudo bem, não vai responder, já entendi... Com o tempo eu vou aceitando...
Mas suplico-te para que me desculpe por agora.
E jogou a última rosa cor-de-rosa, a favorita da pequena, enquanto sinalizava que podiam começar a jogar a terra.
- Adeus.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Casa nova
O medo antes de render-me não era o da entrega, era o da perda. Perda da liberdade, perda dos sentidos, perda da imaginação, perda até do coração.
Ao dar-te o meu coração, perco-o parcialmente (em tese, totalmente, mas como ainda não deixei-me levar pelo sentimentalismo, assumo que é parcial). E, dando-o, perco-o. Mas, guardando para mim, é que realmente o abandono.
Abandono no vazio que era isso aqui antes de ti. Você pegou a sua mobília antiga, com a tinta começando a descascar, e colocou em meu quarto novo que ecoava solidão de tanto espaço que tinha.
O espaço continua grande, mas sei como quero decorá-lo.
Amor, quando chega o caminhão da mudança?
domingo, 30 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Caso um dia você esbarre com uma moça que lhe diga que é extremamente ciumenta, que confessa que vigiaria todos os passos de seu amado e que seria capaz de matar - ou morrer - por alguma desconfiança, case-se com ela.
Não tenho muitas certezas nessa vida, mas uma das poucas é esta: Está pra nascer bicho pior que mulher que se diz liberal. Aliás, não está, não. Jamais existiu e jamais existirá.
Só de ouvir aquele papo de "eu sou tranquila, não me importo com esse tipo de bobagem... Confio no meu taco. O que tem ele elogiar a fulana? Ela é bem bonita mesmo!" eu já saio correndo. Não existe uma só fêmea neste mundo que diga isso e seja normal. São toda malucas, psicóticas, descontroladas.
Todas.
Sim, todas mesmo. Ou você vai me dizer que tem uma conhecida que é assim e é completamente normal? Vai querer dizer também que ela não fecha a cara só de olhar pra moça que o namorado disse que era bonita antes mesmo do início do namoro? Ou então que ela não se refere à moça com adjetivos como "biscate", "vagabunda", "piranha", ou então refere-se com o clássico "sua amiguinha"?
Amigo, não tente me convencer que depois do sexo ela nunca perguntou se você não preferia estar com a fulana ou com a ciclana que você pegou na época de colégio, e, mesmo com resposta negativa, ficou muda durante todo resto do dia. Pelo menos uma vez ela fez isso, pode confessar.
Vai dizer que ela não começou a fica monossilábica do nada e jurou não estar havendo nada e meia hora depois te ligou chorando de tanta raiva por você não ter insistido no assunto? Ou então que ela não retomou uma briga de três dias atrás porque lembrou o argumento que precisaria usar para sair por cima?
Você pode me dizer tudo isso e muito mais, mas asseguro que estará mentindo.
Só é honesta a mulher que declara a estranha possessão desde o início. De resto, todos mentem: a que diz não ter ciúme, o que diz acreditar, o que conta essas histórias e eu, que finjo que não acredito, mas basta conhecer uma do tipo que me rendo na hora.
Mulheres...
Não tenho muitas certezas nessa vida, mas uma das poucas é esta: Está pra nascer bicho pior que mulher que se diz liberal. Aliás, não está, não. Jamais existiu e jamais existirá.
Só de ouvir aquele papo de "eu sou tranquila, não me importo com esse tipo de bobagem... Confio no meu taco. O que tem ele elogiar a fulana? Ela é bem bonita mesmo!" eu já saio correndo. Não existe uma só fêmea neste mundo que diga isso e seja normal. São toda malucas, psicóticas, descontroladas.
Todas.
Sim, todas mesmo. Ou você vai me dizer que tem uma conhecida que é assim e é completamente normal? Vai querer dizer também que ela não fecha a cara só de olhar pra moça que o namorado disse que era bonita antes mesmo do início do namoro? Ou então que ela não se refere à moça com adjetivos como "biscate", "vagabunda", "piranha", ou então refere-se com o clássico "sua amiguinha"?
Amigo, não tente me convencer que depois do sexo ela nunca perguntou se você não preferia estar com a fulana ou com a ciclana que você pegou na época de colégio, e, mesmo com resposta negativa, ficou muda durante todo resto do dia. Pelo menos uma vez ela fez isso, pode confessar.
Vai dizer que ela não começou a fica monossilábica do nada e jurou não estar havendo nada e meia hora depois te ligou chorando de tanta raiva por você não ter insistido no assunto? Ou então que ela não retomou uma briga de três dias atrás porque lembrou o argumento que precisaria usar para sair por cima?
Você pode me dizer tudo isso e muito mais, mas asseguro que estará mentindo.
Só é honesta a mulher que declara a estranha possessão desde o início. De resto, todos mentem: a que diz não ter ciúme, o que diz acreditar, o que conta essas histórias e eu, que finjo que não acredito, mas basta conhecer uma do tipo que me rendo na hora.
Mulheres...
domingo, 2 de setembro de 2012
O que eu escrevo lhe soa familiar porque assim é a tristeza.
Todo mundo tem um pouco dentro de si. Sim, alguns tem um pouco mais que os outros, mas todos a tem. E, ao contrário dos demais sentimentos, a tristeza é algo totalmente impessoal. Talvez por ser unânime.
Talvez.
Todo mundo sente a tristeza do mesmo jeito. Dos mesmos jeitos, aliás. Sempre que se vê alguém triste, a descrição é a mesma, pode reparar.
Mas com o amor é diferente. Nunca vi ninguém defini-lo ou manifestá-lo da mesma maneira.
Nunca.
Criam boas comparações, mas nem o melhor dos poetas cria uma definição perfeita para o amor.
E é por isso que nem tento.
Prefiro a identificação com quem me lê.
Sou limitada, escrevo sobre a tristeza pois sei defini-la, assim como tantos outros. Ou talvez porque não ame com medo de não mais escrever, de sentir-me diferente...
... Eu gosto de escrever...
O amor eu deixo para os outros.
Pra quem lê.
Todo mundo tem um pouco dentro de si. Sim, alguns tem um pouco mais que os outros, mas todos a tem. E, ao contrário dos demais sentimentos, a tristeza é algo totalmente impessoal. Talvez por ser unânime.
Talvez.
Todo mundo sente a tristeza do mesmo jeito. Dos mesmos jeitos, aliás. Sempre que se vê alguém triste, a descrição é a mesma, pode reparar.
Mas com o amor é diferente. Nunca vi ninguém defini-lo ou manifestá-lo da mesma maneira.
Nunca.
Criam boas comparações, mas nem o melhor dos poetas cria uma definição perfeita para o amor.
E é por isso que nem tento.
Prefiro a identificação com quem me lê.
Sou limitada, escrevo sobre a tristeza pois sei defini-la, assim como tantos outros. Ou talvez porque não ame com medo de não mais escrever, de sentir-me diferente...
... Eu gosto de escrever...
O amor eu deixo para os outros.
Pra quem lê.
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