A culpada

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Nenhuma literatura está livre de ficção. E nem de verdade.

sábado, 25 de março de 2017

quinta-feira, 9 de março de 2017

Pouco antes das 7

Não acho que eu escreva bem ou ao menos saiba escrever.
Acho, talvez, que consigo elucidar no papel aquilo que sinto, imagino e projeto.

Costumo gostar do resultado.
Às vezes até acredito.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Eu não sabia nem por onde começar, e acabei quase que sem espaço pra terminar.

Daí ela pediu para eu escrever sobre quem era eu...

Depois de escrever-me, decidi nunca mais voltar ao consultório. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Toda noite na janela

Tem uma estrela
Que para sempre em frente 
à minha janela
É quase certo;
Se no céu não tem nuvem,
lá estará ela.

Lembro de na infância
Pensar que estaria a lua
a me olhar
Respondera minha mãe
Que estava o mundo a girar
E a lua a acompanhar 

E agora, olhando minha estrela e a lua
Não duvido que a da minha janela
Seja a mesma que a tua.

(Talvez por isso sinto-a com a alma tão nua)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Foi só eu tirar o cigarro do maço para você aparecer. Só pode ser de próposito - pensei. 
E começou a falar da revigorante viagem ao meio do mato que fizera há algumas semanas, de como resolveu o problema do ar do carro (depois de quase três meses) e ficou uns 15 minutos me envolvendo naquelas risadas e naquele jeito estranho de segurar o copo.
E eu até agora com o cigarro na mão. 
Sempre gostei disso de trocar vícios por vícios melhores.

Vou até guardar. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Faltavam aproximadamente 15 minutos.
Enquanto observava o verde que nos cercava e fechava os olhos pra sentir o vento no rosto, constatava perplexo o quanto aquelas quase três horas tinham passado lentamente, e, ao mesmo tempo, à jato. E só me restavam 15 minutos.
Fiz uma das minhas tradicionais preces por orientação, sabedoria e calma, mas as mãos ainda suavam. 
Lembro que o céu estava azul, e as nuvens bem desenhadas, tal qual numa pintura - e mais uma vez constatei que as pinturas é que são similares ao céu, não o contrário - e eu desejei que a estrada não tivesse fim.
A música com poucos acordes que tocava no rádio parecia completar toda a saudade melancólia daquele momento que ainda nem acabara. 
Como eram lindos seus cabelos castanhos à luz do sol, e seu sono tranquilo apesar do movimento do carro. Como eu queria tê-la sempre com aquela paz e serenidade, e como eu queria que soubesse.

Chegamos.

Enquanto me perdia em devaneios, chegamos. Aquelas lindas bolotas pretas e brilhantes se abriram, e quase morri ao ser fitado por elas.
E com um sorriso que abrangia também as tais bolotas, ela se despediu.
Dei-lhe um beijo na bochecha e deixei-a ir, sem falar ao menos uma das tantas palavras que desejei ter dito. 

Por que é que a estrada tinha de acabar?