A culpada

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Nenhuma literatura está livre de ficção. E nem de verdade.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Menina Marina Mulher

Pena mesmo eu sinto da Marina.
Já tentei sentir raiva, mágoa, aversão, mas Marina só consegue despertar o pior em mim: Pena.

Por que teria raiva de uma pessoa como Marina?
Pelas tentativas desenfreadas de mostrar-se superior? Pelas mentiras tão bem elaboradas que já fazem parte de sua "vida real"? Pelo dom natural de prejudicar quem se aproxima?
Eu sinto é pena!

Mágoa? Mágoa de quê? Mágoa por quê? Pelo tempo jogado fora? Pelas lágrimas a menos? Por um coração partido no passado?
Ah, Marina, eu sinto é pena!

Aversão eu já pensei sentir.
Às vezes surge a dúvida, confesso. Mas não... A aversão seria exatamente à quê? Ao jeito mesquinho que Marina leva a vida? Á insignificância que ela dá à vida e ao sentimento alheio? Às múltiplas faces imundas nas quais ela se esconde atrás?
Não, não é aversão. É pena!

Ah, Marina, que pena de você!
Até mesmo esse copo suado de conhaque com gelo derretido me interessa mais.
Como és desinteressante! Como és crua, no pior sentido possível!
Se até os teus olhos cansaram de brilhar, como esperavas que não me cansarias de tu?
Pobre Marina.

A verdade, Marina, é que às vezes penso sentir sua falta, apesar dos pesares.
Lembro-me da menina Marina que me foi apresentada.
Tão esperta, tão viva, tão sorridente, tão forte, tão simples, tão complexa!

O que vejo hoje é uma Marina mulher.
Uma mulher diferentemente esperta. Que tem suas máscaras e sabe como usá-las.
Uma mulher que joga o cabelo, levanta o olhar e sabe qual vestido cai bem.
É, isso funciona...

Mas não comigo.

Marina, nem a tua face mais doce me encantada.
Não encanta justamente por lembrar-me da verdadeira: Tão sem-sal.

Um comentário:

Anônimo disse...

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