A culpada

Minha foto
Nenhuma literatura está livre de ficção. E nem de verdade.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Eu, o vento e este cigarro amargo

Vim pra varanda fumar pra ver se o sono vinha. 
Por sorte, o vento fumou mais que eu.

Que gosto horrível. 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Pouco antes das 7

Não acho que eu escreva bem ou ao menos saiba escrever.
Acho, talvez, que consigo elucidar no papel aquilo que sinto, imagino e projeto.

Costumo gostar do resultado.
Às vezes até acredito.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Eu não sabia nem por onde começar, e acabei quase que sem espaço pra terminar.

Daí ela pediu para eu escrever sobre quem era eu...

Depois de escrever-me, decidi nunca mais voltar ao consultório. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Toda noite na janela

Tem uma estrela
Que para sempre em frente 
à minha janela
É quase certo;
Se no céu não tem nuvem,
lá estará ela.

Lembro de na infância
Pensar que estaria a lua
a me olhar
Respondera minha mãe
Que estava o mundo a girar
E a lua a acompanhar 

E agora, olhando minha estrela e a lua
Não duvido que a da minha janela
Seja a mesma que a tua.

(Talvez por isso sinto-a com a alma tão nua)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Foi só eu tirar o cigarro do maço para você aparecer. Só pode ser de próposito - pensei. 
E começou a falar da revigorante viagem ao meio do mato que fizera há algumas semanas, de como resolveu o problema do ar do carro (depois de quase três meses) e ficou uns 15 minutos me envolvendo naquelas risadas e naquele jeito estranho de segurar o copo.
E eu até agora com o cigarro na mão. 
Sempre gostei disso de trocar vícios por vícios melhores.

Vou até guardar.