A culpada

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Nenhuma literatura está livre de ficção. E nem de verdade.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Infernal

Nem sempre verdadeiro quanto ao que era. Sempre sincero sobre o que pretendia ser.

E gritava.
Chorava.
Despedia.

Voltava. 
Pedia desculpas.
Fingia desculpar.
Guardava.
E sorria.


E eu, tão presa na tua isca que mais parecia um anzol.



É que a minha lua em gêmeos entende o seu sol.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Parece tão fácil de ver
Quando alguém ta se destruindo
Pode ser homem ou mulher
Menina ou menino
Falando a verdade
A metade
Ou mentindo

Sei que às vezes é foda crer em amor genuíno.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Como passa rápido o tempo
Tava aqui lembrando do que já não lembro
E percebi que o esforço era em vão
Como tentar deter o vento
De levar consigo tudo o que tem aqui dentro.
Como o efeito do tempo.

Como passa rápido o tempo
Não sei se devia lembrar, mas eu bem me lembro
Daquele dia no mar, quando estava chovendo
E não sei como lembro, você era pequeno
Mas me vem nítida a lembrança
Mesmo com o efeito do tempo.

Como passa rápido o tempo
É triste lembrar-te num lamento
Mas como é que partes assim crendo no esquecimento? 
Eu cansei de falar que também tinha sentimento
E talvez por ele tenha errado um momento
Mas no fim, eu só lamento
Pelo efeito do tempo. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Às vezes enfio o dedo na ferida
E sofro sozinha, arrependida.

É tão difícil ver o sangue vermelho
E não lembrar da despedida. 

Anjo torto

Um dia você descobre a sutil diferença entre amar e transmitir amor, e descobre que uma coisa pode existir sem a outra, sim.



Mas quando se dá conta

De que o seu amor é recebido

Aí é que faz total sentido

Esse papo de amor transmitido



E se for somar com o que têm recebido
Certamente aplaude com gosto
O safado Cupido.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Com o tempo, adquiri a maravilhosa e necessária habilidade de controlar palavras, mas controlar as lágrimas, em algumas situações, ainda me é impossível.

Meus olhos sempre disseram bem mais que a língua.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Às vezes quase escapa.
Normalmente é quando estou sobre o teu peito, ou segurando tuas mãos, ou quase pegando o telefone e discando teu número.
Quando você me abraça forte e com ternura, e me livra do frio constante que teimo em sentir ou quando acaricia meu rosto e me olha com os olhos marejados... Nessas horas, a vontade quase vira necessidade, e quase deixo escapar aquelas duas palavras. Mas ao voltar novamente o olhar para ti, entendo que você tem plena ciência do que lhe quero dizer, e posso ouvir a reciprocidade no seu olhar.

Não lhe preciso dizer aquilo que não dá pra esquecer.
Até porque diz muito pouco um "amo você".