Sim.
Passei o dia dormindo. Acordei ao meio-dia, vi o sol, fechei as cortinas e voltei-me ao travesseiro para continuar o sono.
Sono sem sonho, aliás.
Acordei às 16h para tomar remédio e também para ver se conseguia não dormir tão tarde por conta da aula no dia seguinte.
Passei o dia no computador tentando escrever, falando com gente desinteressante e morrendo de vontade de falar com quem me interessa e se interessa por mim, mas, por algum motivo sobrenatural, não o fiz. E nem ele.
Esse domingo foi mais um daqueles dias em que você se força tanto para esquecer uma única coisa que acaba lembrando de várias outras.
Lembrei-me de um dia em que minha então paixão bateu com a cabeça em meus lábios e fiquei parecendo um monstro com uma bola na boca, e, ao pedir desculpas, o mesmo disse que eu ficava linda até daquele jeito. Na hora, não sabia se achava aquilo lindo ou se achava ridículo de tão forçado que era, afinal, estava realmente horrível.
Hoje tenho vontade de matá-lo por ter me machucado (fiquei levemente deformada por uma semana) e mais ainda por ter dito aquilo. Devia ter tido essa vontade desde sempre? Sim, mas eu tinha 16 anos.
Lembrei também do amor platônico que arranjei na internet e nunca nem vi a cara pessoalmente. Fazia juras de amor, declarava-me com fervor... Que engraçado lembrar do Miguel! E sabe o que é pior? Até hoje juro que foi o meu primeiro amor.
E foi mesmo.
Só tive dois amores: Miguel e meu atual amor.
Às vezes penso que uma outra paixão também foi amor, porque suportei tanta coisa, ouvi tanta coisa, me privei de tanta coisa... Mas, ao mesmo tempo que penso isso, não consigo me lembrar de um momento sequer que tenha sentido um quarto do que sinto agora ou do que sentia em 2007.
Parei com a nostalgia e ri de minha atual vida amorosa.
A ironia reina em minha vida: Estou com as decisões nas mãos e o destino sempre calha de botar uma consequência extraordinariamente inesperada para a situação, fazendo com que eu tenha vontade de bater em mim mesma, aumentando assim a enxaqueca que teimou em aparecer de um tempo pra cá.
Um exemplo disso é a minha aparência. Sempre fui muito vaidosa e, ultimamente, ando muito determinada a ser mais bonita, emagrecer e coisa e tal. A autoestima tava pedindo socorro e me senti na obrigação de socorre-la, mas, ao mesmo tempo que me ajuda muito, também prejudica.
Gosto de me sentir desejada, atraente, sexy... Mas é horrível me sentir apenas isso. Às vezes penso que todos os elogios sobre meu intelecto são papo-furado para conseguir uns beijos ou algo mais. E o pior: Conseguem.
Ando muito vulnerável. Alguns preferem dizer "fácil", mas é como diz a canção: "Não dou pra ficar só".
Não quero um companheiro fiel, leal, que me traga flores num dia ruim, que me dê carinho e sexo na hora que eu ligar ou que diga que me ama antes de desligar o telefone. Quero um parceiro.
E tá tão difícil de encontrar, tão difícil de saber quem é quem.
Ou quem é o que.
A culpada
terça-feira, 11 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
I
Às vezes eu saio, às vezes eu fico em casa.
Às vezes eu gosto, às vezes eu não gosto.
Às vezes eu rio às vezes eu choro.
Às vezes eu sei lidar bem com situações inusitadas, na maioria das vezes, não sei.
Independente do meu nome, da minha idade, de onde vim, de onde estou ou de onde me criei, eu sou como você. Somos idênticos, eu diria.
Talvez você esteja pensando que estou escrevendo para uma pessoa em específico ou que apenas estou exagerando quando falo de toda essa igualdade, mas, pensando qualquer uma dessas opções, está enganado.
Às vezes eu gosto, às vezes eu não gosto.
Às vezes eu rio às vezes eu choro.
Às vezes eu sei lidar bem com situações inusitadas, na maioria das vezes, não sei.
Independente do meu nome, da minha idade, de onde vim, de onde estou ou de onde me criei, eu sou como você. Somos idênticos, eu diria.
Talvez você esteja pensando que estou escrevendo para uma pessoa em específico ou que apenas estou exagerando quando falo de toda essa igualdade, mas, pensando qualquer uma dessas opções, está enganado.
Eu escrevo para todos.
Acredito numa diversidade existente em cada um de nós que age de forma diferente em cada ser, mas acredito que somos essencialmente iguais.
Acho que essa questão de fé não se deve explicar ou discutir muito. Não estou a fim de convencer ninguém de que estou certa ou que o outro está errado. Só estou falando tudo isso para que não haja surpresas ao longo da história. Não falo apenas de surpresas de identificação, mas também de surpresas surpreendentes, mesmo.
Enfim...
I
Acho que essa questão de fé não se deve explicar ou discutir muito. Não estou a fim de convencer ninguém de que estou certa ou que o outro está errado. Só estou falando tudo isso para que não haja surpresas ao longo da história. Não falo apenas de surpresas de identificação, mas também de surpresas surpreendentes, mesmo.
Enfim...
I
O mal que me assombrava há cerca de 5 meses parecia voltar. Não conseguia suportar a ideia de ter que encará-lo de novo, quanto mais tê-lo de novo. Afastei-o, então, me afastando.
Sim, fugi e usei uma metáfora para fugir de novo deste fato.
Pois bem, peguei meu celular, me arrumei, me maquiei e fui rumo a distração. Desde o início sabia que era momentânea, mas quem liga? Pelo menos por momentos o mal iria embora - ou pelo menos se camuflaria com um sorriso vazio, um coração cheio e uma boca quase explodindo com tanta coisa que precisava ser dita.
Peguei um táxi e fui.
Cheguei.
Entrei.
Elogios, brincadeiras, dança, bebidas, cigarros e beijos a noite toda. A tristeza se camuflou bem até demais, confesso.
Os planos de voltar pra casa acompanhada não foram bem sucedidos - não sei se por sorte ou falta dela - e, ao deitar-me para então descansar, a maldita retornou. Lembranças com forma, conteúdo, cores exatas e até mesmo com cheiros que até mesmo meu nariz entupido por conta do repentino frio que fazia ultimamente em minha cidade, que é quente por natureza, podia sentir. E sentia de longe!
E sentia muito...
Sentia muito por tê-lo deixado. Sentia muito por tê-los deixado, aliás.
Estava perdendo os homens de minha vida: O amor, as paixões, os amigos e o pai, que não ia lá muito bem de saúde.
Tinha como recuperar todos eles? Não. Tinha como recuperar a maioria? Facilmente, mas dificultava.
Sim, fugi e usei uma metáfora para fugir de novo deste fato.
Pois bem, peguei meu celular, me arrumei, me maquiei e fui rumo a distração. Desde o início sabia que era momentânea, mas quem liga? Pelo menos por momentos o mal iria embora - ou pelo menos se camuflaria com um sorriso vazio, um coração cheio e uma boca quase explodindo com tanta coisa que precisava ser dita.
Peguei um táxi e fui.
Cheguei.
Entrei.
Elogios, brincadeiras, dança, bebidas, cigarros e beijos a noite toda. A tristeza se camuflou bem até demais, confesso.
Os planos de voltar pra casa acompanhada não foram bem sucedidos - não sei se por sorte ou falta dela - e, ao deitar-me para então descansar, a maldita retornou. Lembranças com forma, conteúdo, cores exatas e até mesmo com cheiros que até mesmo meu nariz entupido por conta do repentino frio que fazia ultimamente em minha cidade, que é quente por natureza, podia sentir. E sentia de longe!
E sentia muito...
Sentia muito por tê-lo deixado. Sentia muito por tê-los deixado, aliás.
Estava perdendo os homens de minha vida: O amor, as paixões, os amigos e o pai, que não ia lá muito bem de saúde.
Tinha como recuperar todos eles? Não. Tinha como recuperar a maioria? Facilmente, mas dificultava.
Senti tanto que senti até dor de cabeça. Bebida e choro são coisas que nunca combinaram. Tomei 30 gotas de seu calmante após ler na bula do mesmo que a superdosagem poderia apenas causar um coma de algumas horinhas. Sei que pode não ser algo bobo e insignificante. Sei, aliás, que é algo bastante sério, mas nada me poderia ser mais tentador que algumas horas sem lembrar de nada, sem pensar em nada... Quero dizer, toda uma eternidade desta forma parecia, sim, mais tentador. E coragem para levar-me a esta eternidade, muito mais.
sábado, 8 de junho de 2013
10.080 / 7
Durante os 5 dias da semana, ao deitar a cabeça no travesseiro antes de dormir, penso no dia que está por vir.
Durante os outros 2 dias, penso na noite que acabara de passar. Normalmente é divertido.
Durante os 7 dias que compõem a semana, após desligar o despertador, penso em você.
Penso em você enquanto procuro coragem de levantar, pisar neste chão de taco não tão frio, andar pelo quarto vazio, abrir a porta, percorrer a casa até o banheiro e então começar, efetivamente, o meu dia.
E quando ele começa, eu penso mais. Divido a atenção, graças a Deus, mas penso.
E é assim durante todos os dias, as horas e minutos da minha semana.
Das suas semanas.
Durante os outros 2 dias, penso na noite que acabara de passar. Normalmente é divertido.
Durante os 7 dias que compõem a semana, após desligar o despertador, penso em você.
Penso em você enquanto procuro coragem de levantar, pisar neste chão de taco não tão frio, andar pelo quarto vazio, abrir a porta, percorrer a casa até o banheiro e então começar, efetivamente, o meu dia.
E quando ele começa, eu penso mais. Divido a atenção, graças a Deus, mas penso.
E é assim durante todos os dias, as horas e minutos da minha semana.
Das suas semanas.
sábado, 18 de maio de 2013
O lado direito da cama. O lado esquerdo do peito.
Eu sinto saudades de dormir com você. Na verdade, eu sinto saudades de dormir acompanhada. Não precisa ser necessariamente com você, qualquer um serve.
Eu só queria virar para o lado direito da cama e sentir a respiração forte de alguém em direção a mim. Queria ter alguém para empurrar com o joelho, alguém pra tentar dormir de conchinha nos dias frios (apenas tentar, jamais conseguirei. Fica quente de mais).
Sinto falta de abraços e beijinhos durante a noite, enquanto troco de posição. Sinto falta até da dor que sinto quando meus cabelos ficam presos em baixo de seus braços.
E, por mais que eu odeie, sinto falta de bater discretamente em alguém para que esse alguém pare de roncar.
Sabe, pode ser qualquer um... Qualquer um mesmo.
Qualquer um que tenha carinho e que me aceite.
E que eu aceite.
Mas venha pela manhã, por favor!
Não aceito e nem quero outro sorriso que não seja o teu e nem outra voz que não seja a tua me perguntando as horas.
Vem?
Eu só queria virar para o lado direito da cama e sentir a respiração forte de alguém em direção a mim. Queria ter alguém para empurrar com o joelho, alguém pra tentar dormir de conchinha nos dias frios (apenas tentar, jamais conseguirei. Fica quente de mais).
Sinto falta de abraços e beijinhos durante a noite, enquanto troco de posição. Sinto falta até da dor que sinto quando meus cabelos ficam presos em baixo de seus braços.
E, por mais que eu odeie, sinto falta de bater discretamente em alguém para que esse alguém pare de roncar.
Sabe, pode ser qualquer um... Qualquer um mesmo.
Qualquer um que tenha carinho e que me aceite.
E que eu aceite.
Mas venha pela manhã, por favor!
Não aceito e nem quero outro sorriso que não seja o teu e nem outra voz que não seja a tua me perguntando as horas.
Vem?
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Então, aceito.
Quem dera ser o único a sentir tuas curvas quando está perto.
Ser o único a ver tua silhueta quando se afasta, apaga as luzes, e se despe.
Quem dera ser o único a voltar a te beijar, te apertar, te morder...
Ser o único a ter a marca das tuas unhas nas costas e dos teus dentes nos ombros.
Quem dera ser o único que te vê olhando pra cima com um sorrisinho cheio de vergonha e malícia.
Ser o único a te puxar pelos cabelos e ver e beijar teu lindo pescoço com um cheiro que é só teu.
Quem dera poder te beijar e abraçar diante dos outros.
Ser o o único dono dos teus beijos.
Mas tenho que dividi-los. Aceito a condição.
Aceitei, aliás.
E se rejeitar?
Se rejeitar, quem perde sou eu...
Ser o único a ver tua silhueta quando se afasta, apaga as luzes, e se despe.
Quem dera ser o único a voltar a te beijar, te apertar, te morder...
Ser o único a ter a marca das tuas unhas nas costas e dos teus dentes nos ombros.
Quem dera ser o único que te vê olhando pra cima com um sorrisinho cheio de vergonha e malícia.
Ser o único a te puxar pelos cabelos e ver e beijar teu lindo pescoço com um cheiro que é só teu.
Quem dera poder te beijar e abraçar diante dos outros.
Ser o o único dono dos teus beijos.
Mas tenho que dividi-los. Aceito a condição.
Aceitei, aliás.
E se rejeitar?
Se rejeitar, quem perde sou eu...
terça-feira, 7 de maio de 2013
Sobre o balanço da maré
Mar agitado.
Cais deserto, porém não abandonado (pedi pra que alguém o vigiasse vez ou outra).
Avisto alguém vindo ao longe. Silhueta desconhecida.
"Quem é?"
Não obtive resposta por conta da onda que bateu na pedra e fez com que nem eu mesma fosse capaz de ouvir o que disse.
Será que foi por isso?
Quando finalmente cheguei perto, tinha ido.
Foi, como tudo na vida...
A vida e esse eterno leva-e-traz...
Eterno até ontem.
Hoje parou.
Me entregou e foi embora. Não veio levar de volta.
Estranhei o tempo todo, até que me toquei que levou.
Levou o que eu trazia comigo.
Ah, esse eterno leva-e-traz...
Aí eu ri.
Cais deserto, porém não abandonado (pedi pra que alguém o vigiasse vez ou outra).
Avisto alguém vindo ao longe. Silhueta desconhecida.
"Quem é?"
Não obtive resposta por conta da onda que bateu na pedra e fez com que nem eu mesma fosse capaz de ouvir o que disse.
Será que foi por isso?
Quando finalmente cheguei perto, tinha ido.
Foi, como tudo na vida...
A vida e esse eterno leva-e-traz...
Eterno até ontem.
Hoje parou.
Me entregou e foi embora. Não veio levar de volta.
Estranhei o tempo todo, até que me toquei que levou.
Levou o que eu trazia comigo.
Ah, esse eterno leva-e-traz...
Aí eu ri.
domingo, 21 de abril de 2013
Poesiazinha
Te faço uma poesia
Você fica toda prosa
E enquanto o velho posa
A gente silencia
Que é pra ver melhor
Com lente de aumento, me falta foco
Tiro-a e vejo tudo maior.
Aproximar-se é o jeito
É o jeito que todo sujeito,
Que leva a poesia viva no peito,
Arruma para então sentir-se perfeito
E para que a arte continue batendo
Mesmo que às vezes a faça doendo.
Você fica toda prosa
E enquanto o velho posa
A gente silencia
Que é pra ver melhor
Com lente de aumento, me falta foco
Tiro-a e vejo tudo maior.
Aproximar-se é o jeito
É o jeito que todo sujeito,
Que leva a poesia viva no peito,
Arruma para então sentir-se perfeito
E para que a arte continue batendo
Mesmo que às vezes a faça doendo.
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