Andando pelas ruas eu me senti bela. Talvez não estivesse, mas me senti. E acho que concordavam, já que eu percebia os olhares em minha direção.
Nem resmunguei ao ver que passaria por uma obra, pois estava me sentindo realmente bonita e os elogios seriam aceitos, por mais que aqueles pedreiros tivessem a idade do meu pai.
Após mais ou menos quinze minutos caminhando, parei para pensar: Será que estou realmente bela? Será que sou?
Bem, não estava: Regata branca, cara lavada e uma saia simples; E, bom, não costumo achar que sou, então fiquei encucada. Prossegui durante toda a caminhada bastante séria pensando sobre.
Até que passou uma moça com um filhote de labrador que era a coisa mais linda do mundo. E eu sorri. E depois de brincar com o cãozinho, dei mais uns dez passos com o sorriso no rosto.
E aí voltaram a me olhar.
A culpada
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Eu não sei... Você sabe? Eu não sei. Então eu chorei. Desesperada e descompromissadamente, eu chorei.
Eu não tinha motivos para tal, mas o fiz como nunca havia feito.
E a cada vez que tentava entender o motivo de meu pranto, duas lágrimas escorriam por meu rosto.
Algumas chegavam até o peito, outras iam direto para o chão, assim como quase tudo na vida.
Três.
Quatro.
Cinco.
E a cada dúvida a quantidade de lágrimas era maior.
Dei uma breve olhada pra janela e vi que o dia estava ensolarado. Coloquei o rosto pra fora para confirmar. "Acho que vou à praia!"
Lavei o rosto, me arrumei e fui.
- Que tempo bonito!
Tudo que é bonito tem um quê de tristeza, eu acho.
Agora sei.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Eu amo tendo e dando esperanças.
Eu amo fazendo promessas e acreditando em promessas.
Eu amo criando um futuro, fazendo planos.
Eu amo rumo à eternidade.
Eu amo no pretérito, no presente, no futuro.
Eu amo querendo o mundo.
Eu amo sem parar.
Eu amo magoando.
Eu amo decepcionando.
Eu amo mentindo.
Eu amo cheio de medos e me poupando de muita coisa.
Eu amo pensando mais em mim, em não sofrer.
Eu amo sem querer correr todos os riscos.
Eu amo até quando não amo.
Eu amo assim, como você.
Você.
Eu amo fazendo promessas e acreditando em promessas.
Eu amo criando um futuro, fazendo planos.
Eu amo rumo à eternidade.
Eu amo no pretérito, no presente, no futuro.
Eu amo querendo o mundo.
Eu amo sem parar.
Eu amo magoando.
Eu amo decepcionando.
Eu amo mentindo.
Eu amo cheio de medos e me poupando de muita coisa.
Eu amo pensando mais em mim, em não sofrer.
Eu amo sem querer correr todos os riscos.
Eu amo até quando não amo.
Eu amo assim, como você.
Você.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
- Então ele arrastou uma cadeira, sentou-se ao meu lado e chamou o garçom. Pediu um vinho da safra de 72, que dizia conhecer bem e adorar. Bom, pelo menos eu adorei. Jantamos, rimos, conversamos, fizemos aquelas coisas costumeiras que garantem a felicidade, sabe? E aí veio a grande surpresa!
- O que?
- Ele me pediu em casamento!
- Mentira?!
- Sério. O anel tinha um diamante enorme, lindo demais!
- E ele podia pagar por isso?
- Tá, o diamante não era tão grande assim, mas ele pediu de uma forma tão linda que eu comecei a ver tudo como se fosse perfeito, entende?
- Acho que sim... Mas como ele pediu?
- Estávamos saindo do restaurante, indo em direção ao carro, então ele disse que esqueceu a carteira lá dentro, me deu as chaves e pediu pra eu esperar no carro que ele já voltava. Quando abri a porta do carro, o som começou a tocar. Inicialmente eu me assustei, óbvio, mas enquanto tentava desligar, me dei conta que era nossa música de namoro. Sentei-me e só então vi um bilhete colado no porta-luvas "Escute até o final". Obedeci.
- E aí?
- Ao final da música, uma gravação com a voz dele começou a recitar aquele texto que tanto gosto, até que, no meio do texto, a gravação parou. Não entendi nada. E então ele abriu a porta do carro, ajoelhou-se e completou de onde parou "Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos..." E depois disse "Eu não suportaria a ideia de levar uma vida sem você. Se eu pudesse passar todos os dias da minha vida dizendo que te amo, eu o faria. Eu quero ficar com você até sermos bem velhinhos, e no meu leito de morte eu vou te dizer "eu te amo", e só assim poderia ir tranquilo para o paraíso. Casa comigo?"
- Ai, que lindo! E você chorou muito?
- Não sei, acordei bem na hora.
Bom demais pra ser verdade.
domingo, 10 de junho de 2012
Se eu pudesse tirar o teu ar sem que tu morresses, eu o faria.
Eu moveria mundos e fundos para você parar de fumar, mas você prefere lagar a mim do que esse vício.
Sei que soa estranho, mas eu queria ser tua irmã. Ou prima, pra não soar tão estranho assim.
Eu invejo o bloco de notas que você rabisca desleixadamente enquanto fala ao telefone sobre algo entediante.
Eu queria roubar os teus olhos, só pra poder entender o que você sente mesmo quando não estou contigo.
Porque eu tenho ciúme do ar que você respira, do cigarro que encosta em tua boca, das pessoas que passam a vida inteira contigo e puderam presenciar pequenos detalhes que são lembrados sempre por aquela sua tia-avó fofa; Eu queria saber o que se passa em sua mente quando não se passa nada, o que você desenha pra tirar o tédio, e, principalmente, eu queria que você só tivesse olhos para mim.
Só pra mim.
Porque eu não suportaria a ideia de você pensar em outra coisa que não fosse eu, porque eu só penso em você, em como atingir você, em como ter você e como ser cada dia mais sua.
Só sua.
Só sua.
domingo, 27 de maio de 2012
Todo mundo gosta de abraços.
Aqueles abraços que começam eretos e terminam frouxos, com a cabeça apoiada no peito, sentindo o cheiro que só o outro tem.
Aquelo abraço que o filho dá no pai ao chegar em casa e depois senta em seu colo contando de maneira enrolada como foi seu dia no colégio.
Aquele abraço de bicho preguiça que o filho dá na mãe antes do primeiro dia de aula, por não querer entrar na escolinha.
Aquele abraço triste que a esposa dá no marido após aquela demissão inesperada.
Aquele abraço que o marido dá na esposa, cheio de lágrimas no rosto, após o nascimento do primeiro filho.
Aquele abraço surpresa que aquela pessoa que você não se dá tão bem te dá ao te ver chorando pelos cantos quando mais ninguém parece se importar.
Aquele abraço que você dá num homem suado que você nunca viu na vida quando o seu time faz gol.
Aquele abraço que você não recebeu, mas sentiu do mesmo jeito.
Aquele abraço de filme que te faz choramingar num dia chuvoso.
Aquele abraço que você teve vontade dar, mas não o fez por vergonha ou orgulho.
Aquele abraço depois de uma longa briga, que vem seguido de beijos e outros abraços.
Aquele abraço acompanhado de uma simples frase ao pé do ouvido que você teve milhões de oportunidades de dar, e agora não tem mais.
Que pena. Abraços são únicos. E as pessoas também. As suas oportunidades eram inúmeras, e agora não existem.
Mas não fique triste. Talvez ele, de onde quer que esteja, esteja recebendo seu abraço. As pessoas não são pra sempre, mas o amor é. E o amor tem disso: A gente sente sem poder; A gente sente sem existir.
Não se culpe por isso, meu amigo. A culpa é sua, sim, mas não a carregue. Você não sabia, não tinha como saber. A vida as vezes apronta com a gente... Mas a sua família está aí, está de pé. Continue firme. Agora que aprendeu, não repita o mesmo erro com eles e nem com seu amigos. Abrace! Pode ser sem amor, sem sentimento, mas abrace, por favor. Você, mais do que ninguém, sabe como um abraço faz falta. E não é só com você...
Um abraço de sua velha amiga.
Aqueles abraços que começam eretos e terminam frouxos, com a cabeça apoiada no peito, sentindo o cheiro que só o outro tem.
Aquelo abraço que o filho dá no pai ao chegar em casa e depois senta em seu colo contando de maneira enrolada como foi seu dia no colégio.
Aquele abraço de bicho preguiça que o filho dá na mãe antes do primeiro dia de aula, por não querer entrar na escolinha.
Aquele abraço triste que a esposa dá no marido após aquela demissão inesperada.
Aquele abraço que o marido dá na esposa, cheio de lágrimas no rosto, após o nascimento do primeiro filho.
Aquele abraço surpresa que aquela pessoa que você não se dá tão bem te dá ao te ver chorando pelos cantos quando mais ninguém parece se importar.
Aquele abraço que você dá num homem suado que você nunca viu na vida quando o seu time faz gol.
Aquele abraço que você não recebeu, mas sentiu do mesmo jeito.
Aquele abraço de filme que te faz choramingar num dia chuvoso.
Aquele abraço que você teve vontade dar, mas não o fez por vergonha ou orgulho.
Aquele abraço depois de uma longa briga, que vem seguido de beijos e outros abraços.
Aquele abraço acompanhado de uma simples frase ao pé do ouvido que você teve milhões de oportunidades de dar, e agora não tem mais.
Que pena. Abraços são únicos. E as pessoas também. As suas oportunidades eram inúmeras, e agora não existem.
Mas não fique triste. Talvez ele, de onde quer que esteja, esteja recebendo seu abraço. As pessoas não são pra sempre, mas o amor é. E o amor tem disso: A gente sente sem poder; A gente sente sem existir.
Não se culpe por isso, meu amigo. A culpa é sua, sim, mas não a carregue. Você não sabia, não tinha como saber. A vida as vezes apronta com a gente... Mas a sua família está aí, está de pé. Continue firme. Agora que aprendeu, não repita o mesmo erro com eles e nem com seu amigos. Abrace! Pode ser sem amor, sem sentimento, mas abrace, por favor. Você, mais do que ninguém, sabe como um abraço faz falta. E não é só com você...
Um abraço de sua velha amiga.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Me disseram que as meninas amadurecem mais rápido... Nunca dei tanta risada!
Por que? Ora, porque é uma mentira deslavada! Veja minha mãe, por exemplo... Ela tem 43 anos e age como minha irmã de 12.
Dia desses ela perguntou ao papai se podiam sair para jantar num restaurante novo que abriu aqui na rua essa semana. Ele disse que não, porque estava muito cansado. Não entendi até agora porque ele disse isso, já que era evidente que ela daria um escândalo dizendo que o casamento não é mesmo, que não reconhece mais o marido, que ele está se tornando um chato. E era evidente também que ele teria que leva-la para jantar no fim de semana (num restaurante mais caro, obviamente). E assim foi...
Aí eu pergunto: Qual a dificuldade de entender que o papai passou o dia trabalhando e está cansado? Eu falo que ele é meu herói, mas é só jeito de falar, mãe! Não leve tudo a sério é chato ser mal compreendido.
Numa outra situação, eu estava em casa sozinho com a minha mãe. Não tinha nada pra fazer e o programa que assisto na TV já havia terminado. Fui até meu quarto procurar algum brinquedo que me interessasse. Passando pelo corredor, vi que a porta do quarto de minha irmã estava aberta. Normalmente está fechada, então nem entro, mas como estava aberta, pensei "não deve ter problema de entrar". Entrei. Avistei uma prateleira acima da cama com um monte de ursos de pelúcia e brinquedos antigos, de quando ela era pequena. Subi na cama e peguei um deles. Ela nem brincava mais com eles, qual seria o problema?
Assim que entrou no quarto já começou a gritar falando que sujei a cama dela com meus pés e que peguei o brinquedo favorito dela, sendo que ela já havia falado pra mamãe mais de mil vezes que não era mais criança pra gostar de brinquedos. Eu expliquei pra mamãe que a porta estava aberta e que ela nem liga pros brinquedos. Mamãe concordou, mas falou pra eu não entrar mais lá. Não seria muito mais fácil ela fechar a porta do quarto antes de sair? Se fechasse, eu não teria entrado. E a culpa é de quem? Minha, como sempre.
Percebeu? Minha mãe, como eu disse anteriormente, age que nem a minha irmã de 12 anos.
As mulheres não amadurecem, elas são infantis desde pequenas até a velhice, isso faz com que pareçam maduras desde sempre.
- E como você chegou a essa conclusão?
- É que com os homens não é muito diferente, não. Hoje eu levo a culpa por entrar no quarto da minha irmã, amanhã levo a culpa por estar cansado e não querer ir jantar fora... Os homens sempre levam a culpa por causa dos problemas das mulheres, só que a gente reclama menos porque a gente sabe o quanto é infantil quando elas o fazem, mas quando a gente faz, fica infantil duas vezes, porque elas adoram questionar nossa masculinidade quando estamos revoltados.
Ser maduro cansa. As mulheres não sabem a sorte que tem.
Por que? Ora, porque é uma mentira deslavada! Veja minha mãe, por exemplo... Ela tem 43 anos e age como minha irmã de 12.
Dia desses ela perguntou ao papai se podiam sair para jantar num restaurante novo que abriu aqui na rua essa semana. Ele disse que não, porque estava muito cansado. Não entendi até agora porque ele disse isso, já que era evidente que ela daria um escândalo dizendo que o casamento não é mesmo, que não reconhece mais o marido, que ele está se tornando um chato. E era evidente também que ele teria que leva-la para jantar no fim de semana (num restaurante mais caro, obviamente). E assim foi...
Aí eu pergunto: Qual a dificuldade de entender que o papai passou o dia trabalhando e está cansado? Eu falo que ele é meu herói, mas é só jeito de falar, mãe! Não leve tudo a sério é chato ser mal compreendido.
Numa outra situação, eu estava em casa sozinho com a minha mãe. Não tinha nada pra fazer e o programa que assisto na TV já havia terminado. Fui até meu quarto procurar algum brinquedo que me interessasse. Passando pelo corredor, vi que a porta do quarto de minha irmã estava aberta. Normalmente está fechada, então nem entro, mas como estava aberta, pensei "não deve ter problema de entrar". Entrei. Avistei uma prateleira acima da cama com um monte de ursos de pelúcia e brinquedos antigos, de quando ela era pequena. Subi na cama e peguei um deles. Ela nem brincava mais com eles, qual seria o problema?
Assim que entrou no quarto já começou a gritar falando que sujei a cama dela com meus pés e que peguei o brinquedo favorito dela, sendo que ela já havia falado pra mamãe mais de mil vezes que não era mais criança pra gostar de brinquedos. Eu expliquei pra mamãe que a porta estava aberta e que ela nem liga pros brinquedos. Mamãe concordou, mas falou pra eu não entrar mais lá. Não seria muito mais fácil ela fechar a porta do quarto antes de sair? Se fechasse, eu não teria entrado. E a culpa é de quem? Minha, como sempre.
Percebeu? Minha mãe, como eu disse anteriormente, age que nem a minha irmã de 12 anos.
As mulheres não amadurecem, elas são infantis desde pequenas até a velhice, isso faz com que pareçam maduras desde sempre.
- E como você chegou a essa conclusão?
- É que com os homens não é muito diferente, não. Hoje eu levo a culpa por entrar no quarto da minha irmã, amanhã levo a culpa por estar cansado e não querer ir jantar fora... Os homens sempre levam a culpa por causa dos problemas das mulheres, só que a gente reclama menos porque a gente sabe o quanto é infantil quando elas o fazem, mas quando a gente faz, fica infantil duas vezes, porque elas adoram questionar nossa masculinidade quando estamos revoltados.
Ser maduro cansa. As mulheres não sabem a sorte que tem.
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