Quando eu era pequena, no primeiro dia de aula de cada ano, na hora de preencher o espaço de data do meu caderno eu escrevia o dia e o mês corretos, mas sempre colocava o ano anterior. Aliás, não era apenas no primeiro dia. Fazia isso pelo menos por duas semanas, isso quando não errava até o meio do ano. Parecia que o tempo não passava...
Pensei nisso dia desses. Ri sozinha. Hoje em dia não o faço mais. Acerto sempre e sorrio ao ver que o número aumentou.
Então parei e fiz aquele tipo de reflexão que 200 mil pessoas fazem ao mesmo tempo de tão óbvia: A gente cresce e percebe, cada dia mais, que o tempo passa. Passa pra todos e a responsabilidade vem. Crescer é fundamental.
Os anos se passam e você sempre se impressiona com a rapidez que as coisas acontecem, com o formato que tudo toma do dia para a noite, com as opiniões que se formam em sua cabeça repentinamente e fazem todo sentido do mundo.
Tudo passa, tudo muda. As pessoas tem essa necessidade, graças a Deus. Ninguém quer mudar pra pior, todo mundo quer dar um passo à frente. Todo mundo quer ser o escolhido, todo mundo quer poder escolher.
Todo mundo sente saudade de errar a data e sorrir. Todo mundo sente saudade do bom tempo do tempo eterno.
A culpada
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
E veio a brisa.
O vento vinha sobre meus cabelos tal qual batia nas pedras do Arpoador num fim de tarde qualquer em janeiro. Fechei os olhos e então vi as ondas se formando e se desfazendo com uma violência e uma suavidade indescritíveis. E o processo se repetiu milhares e milhares de vezes.
Quarenta e dois minutos se passaram e eu continuava a apreciar tudo sem fazer nada. Não sorria, não chorava, não falava, não piscava. Meus olhos continuavam serrados enquanto eu sentia a brisa de que falei no início.
Eu poderia ficar ali a noite toda. O dia todo. A vida toda. Poderia... Mas aí eu cansei. Ventou demais.
Senti saudades do calor.
O vento vinha sobre meus cabelos tal qual batia nas pedras do Arpoador num fim de tarde qualquer em janeiro. Fechei os olhos e então vi as ondas se formando e se desfazendo com uma violência e uma suavidade indescritíveis. E o processo se repetiu milhares e milhares de vezes.
Quarenta e dois minutos se passaram e eu continuava a apreciar tudo sem fazer nada. Não sorria, não chorava, não falava, não piscava. Meus olhos continuavam serrados enquanto eu sentia a brisa de que falei no início.
Eu poderia ficar ali a noite toda. O dia todo. A vida toda. Poderia... Mas aí eu cansei. Ventou demais.
Senti saudades do calor.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Em 2011 eu me apaixonei. Talvez não devesse, mas me apaixonei. Me afastei de algumas pessoas e, por sorte, me aproximei de outras. Viajei, me diverti conheci gente nova e a paixão se transformou em amor;
Aproveitei meu carnaval com meus amigos, minhas amigas e com o amor que descobri que era recíproco. Agora eu era dois.
Percebi que o amor existia, sim, de fato, mas que não era nem de longe igual as músicas que eu escuto ou aos filmes que eu vejo. Aprendi. Cresci;
Fiz amigos no meu ultimo ano de colégio. Amigos que talvez eu perca contato, mas, ainda assim, amigos;
Fui mais uma vez ao show da minha banda preferida e foi um dos melhores dias da minha vida;
Fui ao cinema mais de 30 vezes;
Engordei bastante, chorei bastante, senti muita saudade;
Tentei fazer algumas dietas, mas logo desisti. Vou começar uma de verdade na segunda que vem;
Prestei vestibular estudando menos do que devia ainda que fosse retardada e disléxica;
Voltei a meu lugar favorito do mundo: A Disney. Mas dessa vez foi uma viagem em família;
Estudei na reta final porque eu nunca aprendo que devia fazer isso desde o início;
Me formei, chorei, revi minha vida e já tenho minhas metas para o ano que chegou que não serão necessariamente realizadas este ano;
Não acho que vá ser diferente, nunca é. É um ciclo eterno. O ano novo é a continuidade do ano anterior.
Aproveitei meu carnaval com meus amigos, minhas amigas e com o amor que descobri que era recíproco. Agora eu era dois.
Percebi que o amor existia, sim, de fato, mas que não era nem de longe igual as músicas que eu escuto ou aos filmes que eu vejo. Aprendi. Cresci;
Fiz amigos no meu ultimo ano de colégio. Amigos que talvez eu perca contato, mas, ainda assim, amigos;
Fui mais uma vez ao show da minha banda preferida e foi um dos melhores dias da minha vida;
Fui ao cinema mais de 30 vezes;
Engordei bastante, chorei bastante, senti muita saudade;
Tentei fazer algumas dietas, mas logo desisti. Vou começar uma de verdade na segunda que vem;
Prestei vestibular estudando menos do que devia ainda que fosse retardada e disléxica;
Voltei a meu lugar favorito do mundo: A Disney. Mas dessa vez foi uma viagem em família;
Estudei na reta final porque eu nunca aprendo que devia fazer isso desde o início;
Me formei, chorei, revi minha vida e já tenho minhas metas para o ano que chegou que não serão necessariamente realizadas este ano;
Não acho que vá ser diferente, nunca é. É um ciclo eterno. O ano novo é a continuidade do ano anterior.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Quando eu nasci, puseram em mim um coração. Simplesmente puseram, sem dizer uma única palavra, sem dar uma explicação.
Com o tempo, disseram-me sua utilidade. Era algo relacionado a sentimentos e, principalmente, ao amor. Não entendi, então me disseram que eu entenderia com o tempo.
Cresci.
Muitas coisas mudaram em minha vida desde a época da incompreensão até os dias de hoje. A cada segundo milhares de coisas saem de seus respectivos lugares e tomam formas diferentes. Pessoas entram em minha vida com muita facilidade e saem dela com mais facilidade ainda.
Conheci a amizade, mas ela pareceu não me conhecer; Conheci a riqueza, mas foi-se com o tempo; Conheci esse tal de amor, mas... Mas nesse caso o meu coração não foi útil. Do que me vale ter um coração nos dias de hoje?
Eu ainda tenho um coração, mas não é o mesmo que tinha ao nascer. Meu coração foi trocado milhares e milhares de vezes e está cada vez mais limitado.
Então disseram-me que posso, com a ajuda da esperança, recuperar meu primeiro coração.
Não tenho mais esperança.
Mas se a esperança é a última que morre, o que falta morrer antes dela?
Adeus.
Com o tempo, disseram-me sua utilidade. Era algo relacionado a sentimentos e, principalmente, ao amor. Não entendi, então me disseram que eu entenderia com o tempo.
Cresci.
Muitas coisas mudaram em minha vida desde a época da incompreensão até os dias de hoje. A cada segundo milhares de coisas saem de seus respectivos lugares e tomam formas diferentes. Pessoas entram em minha vida com muita facilidade e saem dela com mais facilidade ainda.
Conheci a amizade, mas ela pareceu não me conhecer; Conheci a riqueza, mas foi-se com o tempo; Conheci esse tal de amor, mas... Mas nesse caso o meu coração não foi útil. Do que me vale ter um coração nos dias de hoje?
Eu ainda tenho um coração, mas não é o mesmo que tinha ao nascer. Meu coração foi trocado milhares e milhares de vezes e está cada vez mais limitado.
Então disseram-me que posso, com a ajuda da esperança, recuperar meu primeiro coração.
Não tenho mais esperança.
Mas se a esperança é a última que morre, o que falta morrer antes dela?
Adeus.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Isso não devia estar aqui
"Corra atrás dos seus sonhos, dependa só de você mesma, não deixe nada pra depois..." é o que todo mundo diz. É o que todo mundo faz. Mas tá todo mundo reclamando desse tal de mundo injusto. Injusto não sei aonde. Afinal, se é injusto com todo mundo, é completamente justo.
As melhores coisas da vida são de graça. As piores também. Mas a gente paga tão caro pela vida que ela devia compensar.
E a gente só tem a agradecer... Vai entender.
As melhores coisas da vida são de graça. As piores também. Mas a gente paga tão caro pela vida que ela devia compensar.
E a gente só tem a agradecer... Vai entender.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Doce menina
Era uma vez uma doce e linda menina
Que não gostava de acordar cedo
Que brincava na escolinha
E conversava com os seus brinquedos
Era uma linda menina
Que gostava de cachorrinhos
Que corria a casa inteira
E tinha muitos amiguinhos
Era uma linda menina
Que gostava de historinhas
Que se achava uma princesa
E sorria para os passarinhos
Era uma linda menina
Cheia de virtudes e vaidades
Que gostava de se balançar
Nos jardins e parques da cidade
Era uma linda menina
Morena, cabelo curto e bom
Que gostava de passear
E assistir ao "Pokémon"
Ai, que saudades da doce menina
Da menina linda que cresceu
Agora é uma linda mocinha
Esta menina mocinha que Deus me deu.
(Josué Galvão)
Que não gostava de acordar cedo
Que brincava na escolinha
E conversava com os seus brinquedos
Era uma linda menina
Que gostava de cachorrinhos
Que corria a casa inteira
E tinha muitos amiguinhos
Era uma linda menina
Que gostava de historinhas
Que se achava uma princesa
E sorria para os passarinhos
Era uma linda menina
Cheia de virtudes e vaidades
Que gostava de se balançar
Nos jardins e parques da cidade
Era uma linda menina
Morena, cabelo curto e bom
Que gostava de passear
E assistir ao "Pokémon"
Ai, que saudades da doce menina
Da menina linda que cresceu
Agora é uma linda mocinha
Esta menina mocinha que Deus me deu.
(Josué Galvão)
domingo, 20 de novembro de 2011
Andava desatento pelas ruas da Gávea e então, acidentalmente, chutei uma pedra. Segui chutando-a por um pequeno trecho do caminho. Sinal fechado. Parei. A pedra estava um pouco a minha frente, tinha formato de coração. Fiquei sorrindo discretamente. O sinal se abriu e, por incrível que pareça, carro algum passou por cima de minha pedra. Ela ficou ali, imóvel. Andei para atravessar a rua mas parei por alguns segundos para observar a pequena pedra. Não era, nem de longe, um coração.
Continuei meu caminho em direção ao bar. Era aniversário do Alfredo, íamos comemorar. Pra falar a verdade, eu nem o conhecia direito, só fui porque a Camila me convidou. A Camila? Ah, a Camila! Éramos amigos há, sei lá, 6 anos? Era linda e doce que só ela. Sempre tive certo interesse nela, mas nunca pareceu recíproco. Quando começou a namorar, isso ficou mais evidente, então deixei as segundas intenções de lado. Mas ela terminou o namoro recentemente, então voltamos a ser tão íntimos quanto éramos antes. Só que agora, além de conversarmos sobre as coisas habituais, ela se abre pra mim. Diz até que só consegue ser tão sincera assim comigo, que me conta tudo e que sou o melhor. Acho que agora o interesse é recíproco, não tem como não ser.
Duas semanas se passaram e eu continuei sendo o amigo atencioso, compreensivo, engraçado e gentil que toda mulher gostaria de ter. Tinha certeza que em pouco tempo sairia da área da amizade, mas não queria forçar nada. De repente, ela começou a se afastar... Pouca coisa, mas se afastou. Fiquei aflito, claro, mas preferi pensar "Ela saiu recentemente de um relacionamento e pode não estar pronta para outro logo tão cedo". Dei o espaço que ela queria. Tentei me manter longe na medida do possível.
Voltou com o ex.
Lembrei-me então da pedra que chutei a caminho do bar na Gávea e então me dei conta do meu maior problema: Eu vejo amor onde não tem.
Continuei meu caminho em direção ao bar. Era aniversário do Alfredo, íamos comemorar. Pra falar a verdade, eu nem o conhecia direito, só fui porque a Camila me convidou. A Camila? Ah, a Camila! Éramos amigos há, sei lá, 6 anos? Era linda e doce que só ela. Sempre tive certo interesse nela, mas nunca pareceu recíproco. Quando começou a namorar, isso ficou mais evidente, então deixei as segundas intenções de lado. Mas ela terminou o namoro recentemente, então voltamos a ser tão íntimos quanto éramos antes. Só que agora, além de conversarmos sobre as coisas habituais, ela se abre pra mim. Diz até que só consegue ser tão sincera assim comigo, que me conta tudo e que sou o melhor. Acho que agora o interesse é recíproco, não tem como não ser.
Duas semanas se passaram e eu continuei sendo o amigo atencioso, compreensivo, engraçado e gentil que toda mulher gostaria de ter. Tinha certeza que em pouco tempo sairia da área da amizade, mas não queria forçar nada. De repente, ela começou a se afastar... Pouca coisa, mas se afastou. Fiquei aflito, claro, mas preferi pensar "Ela saiu recentemente de um relacionamento e pode não estar pronta para outro logo tão cedo". Dei o espaço que ela queria. Tentei me manter longe na medida do possível.
Voltou com o ex.
Lembrei-me então da pedra que chutei a caminho do bar na Gávea e então me dei conta do meu maior problema: Eu vejo amor onde não tem.
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