A culpada

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Nenhuma literatura está livre de ficção. E nem de verdade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ilusion

Então repentina e dolorosamente veio-me um aperto no peito. Um sentimento muito comum atacou-me de maneira quase que absurda, invadindo-me sem nem pedir licença ou sem deixar um aviso prévio. O tal sentimento indesejado, apesar de comum, me parecia uma grande novidade, deve ser porque nunca veio forte daquele jeito. Das outras vezes ele vinha fraco, eu o combatia com meu veneno secreto e ele ia embora sem muito resistir, mas me parece que tomou resistencia ao veneno e que não há veneno no mundo que o consiga afastar. Mas veio-me outra hipótese também: Talvez o meu veneno tenha me envenenado. Talvez o problema fosse, o tempo todo, o veneno que eu tanto achava que me fazia bem... Mas como pode ser? Pareceu funcionar tão bem o tempo todo! Pura ilusão... O veneno, ao mesmo tempo que fazia com que eu não tivesse sentimentos ruins como a saudade, o ciúme e o medo, fazia também com que eu me privasse da paixão, do amor e de todo o encantamento. Descobri então que o que eu sentia era apenas saudade. Mas não a saudade de algo ou de alguém: Era saudade de tudo o que eu ainda não havia visto e sentido.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desabafo.

Eu sempre tive certa dificuldade para me apaixonar, mas se tem algo em que eu sempre fui boa é no desapego! Se a paixão conseguisse chegar até mim, eu conseguia afasta-la com a velocidade da luz. E era por isso que eu estava sempre bem: tinha absoluto controle sobre meu corpo, minha mente e meus sentimentos. De uns tempos pra cá venho me sentindo incomodada comigo mesma. Sentimentos estranhos começam a aparecer, as coisas começam a perder seus rumos... Parei para pensar e encontrei o problema: Perdi o controle sobre mim! Normalmente eu sou a criança e não o brinquedo, mas desta vez estava sendo controlada de uma forma quase que irreversível, e isso me irritava de tal maneira... Não conseguia evitar certos olhares e gestos, pensamentos estranhos e possessivos começavam a brotar e sentimentos maiores do que eu mesma passaram a existir. Pela primeira vez eu me via sentimentalmente dependente. E o que é pior: Achei o problema, mas até hoje não achei uma solução.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

This circle never ends...

Cá estava eu nesta noite de sexta feira: Maquiagem impecável, uma roupa simples, porém muito elegante e o bom e velho salto alto. Estava linda, mas, acima de tudo, ansiosa. Planejei durante dois dias o que falar, como agir, que assuntos puxar... A cada minuto que passava eu lembrava de algum detalhe que poderia melhorar a noite. Faltava 1 hora para o encontro e eu ja estava pronta. Passei tanto perfume que meu gato espirrava ao passar perto de mim. Estava me sentindo bem, tudo parecia que ia dar certo! A tal hora se passou e meu coração foi a mil, ansiedade transbordava. Onde ele estava? Por que demorava tanto? Provavelmente deve estar nervoso também, preferi pensar assim. Mais meia hora se passou... Não parava de me perguntar se algo teria acontecido, afinal de contas, ele nao tinha nenhum motivo parar furar comigo... Ou tinha? Até hoje não sei se fiz algo errado ou se ele fez por fazer. Não recebi um pedido de desculpa e nenhuma notícia do infeliz até hoje... Bom, agora tanto faz. Isso me fez pensar que magoar as pessoas deve ser realmente muito legal. E é mesmo. E o ciclo da decepção amorosa continua...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Silence is a scary sound

E mais uma vez o medo de uma possível decepção era maior que a vontade e a coragem de sentir. Que pena. Nao fosse a covardia, teria aproveitado muito mais boa parte de sua vida. Pensava amar mas não se permitia sentir. Tinha medo de se entregar, tinha medo de que se entregassem demais e não pudesse dar conta de tanto calor, de tanta ardencia, de tanta emoção misturada queimando por seu corpo e fazendo-a delirar, fazendo disso um vício. Certa vez ouviu a seguinte frase 'o amor só serve para machucar'. Ah se ela soubesse que corre mais risco de se machucar quem foge com tanta velocidade desse sentimento avassalador... Preferia o silência de noites frias e sem cor ao som de sussurros em seu ouvido esquentando seu corpo e colorindo sua alma. Como pode alguém preferir o medo à ternura? Que tortura!

sábado, 27 de novembro de 2010

POV

Amizades foram desfeitas, amores não tiveram bons rumos e muitas coisas deram errado neste meio tempo. E sabe o que eu mais odeio nisso tudo? Eu mesma! Eu me tornei tudo o que eu mais odiava: Fria, pouco intensa e muito tensa, essa sou eu! E essa minha nova personalidade parou para pensar sobre tudo que havia acontecido de um tempo pra cá e chegou a essa conclusão: As pessoas tem direito de escolher seus caminhos. Se os amigos se foram, o azar é deles! Meus romances não tiveram bons rumos porque contos de fadas não existem! Melhor deixar o final feliz pro mundo encantado; E se as coisas deram errado, o erro não foi só meu! A vida não colaborou comigo. Então, por alguma espécie de devaneio, meu antigo Eu veio à tona e me fez ver por um outro ponto de vista... Talvez os amigos não tenham ido por conta própria. Talvez eu os tenha expulsado com toda a minha bipolaridade, meu mau humor, meu egoísmo, meu ciúme... E se não tive um final feliz, foi porque nao me deixei ter. Temi, não dei uma chance se quer à felicidade; FUI FRACA. E nem tudo deu errado! Até o que tecnicamente falhou me fez bem! Talvez, se não fosse por esses erros, não teria agora esta reflexão. Acho que a melhor parte de mim está de volta. O que me tornei parecia maravilhoso, mas pude perceber que era só uma máscara. Acho que todos deviam dar um fim a esse baile à fantasia!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Possibilities

Já passei por poucas e boas nessa vida, e uma coisa eu posso afirmar: Só não perde nada quem não tem nada a perder. Tudo passa, se perde ou se esquece. Parece ruim, eu sei, mas, por incrível que pareça, não é! Quer dizer, eu não acho ruim! Um das coisas que mais me encanta na vida é a diversidade! E é com esse "perde e ganha" que ela aparece! É perdendo o velho que se conhece o novo. E, cá entre nós, não há nada mais fantástico e prezeroso do que provar do desconhecido. É claro que essa novidade um dia vai se tornar "o velho", mas devemos aproveitar enquanto é novidade. As vezes não nos permitimos provar o novo porque o velho nos trás boas lembranças e queremos viver de recordações; não devemos ser assim. Devemos provar, experimentar, sentir o novo! Devemos SER o novo. Mas não devemos ser o novo que um dia vira velho, não! Devemos ser como poucos conseguem ser: o novo que se renova. Abram suas mentes para as coisas novas e maravilhosas que a vida nos oferece todo dia, entejam libertos, abertos para todas as possibilidades! Porque na verdade, ninguém tem nada a perder! E é como eu disse: quem não tem nada, não perde nada!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Forever?

O amor é uma droga! Se você quer um resumo do texto, já teve. É basicamente isso, esse tal de amor tem os mesmos efeitos que as demais drogas: dependência, sensação de alívio, tristeza e tudo mais. Além disso, tem também os estágio por qual todo viciado passa: Estágio 1: No primeiro estágio é só pra conhecer. Sabe aquela história de "estou só experimentando"? Então, acontece a mesma coisa no amor, mas ao invés dessas palavras, eles usam "tô aproveitando, conhecendo gente nova". Estágio 2: "Está tudo sob controle! Se eu quiser parar, eu paro!" Frase favorita dos drogados e dos apaixonados (que redundância). Nessa fase, a pessoa já está completamente entregue a droga, sabe disso e nega pros demais. "Estamos só ficando, nada sério". Estágio 3: A sensação não é mais a mesma dos estágios 1 e 2. É a hora de aumentar a dose. É ai, por mais que não pareça, que tudo se complica: Vem a dependência (vulgo namoro, para os apaixonados). Estágio 4: Durante a dependência, tudo parece um mar de rosas, pois apesar de haver um problema, ele é invisível aos olhos de quem o tem. Só depois, quando fica ainda mais sério, é que se reconhece o problema... Estágio 5: Quando há o reconhecimento do problema, é uma das piores fases. Se sabe que tem um problema, os amigos tentam ajudar, mas, ainda assim, não se consegue largar o vício. Drogados dizem " Me faz esquecer dos problemas, não posso largar assim..."; apaixonados dizem (redundância outra vez) "Mas eu ainda gosto de fulano... e nossa história é tão linda!" Estágio 6: Libertação! O problema está matando, a situação está insustentável e, finalmente, o fim chega! Por mais que pareça uma vitória (e é), é um tanto quanto doloroso se livrar de algo que fez parte de sua vida por tanto tempo e, aparentemente, te fez bem. Digo aparentemente porque, venhamos e convenhamos, o que o amor (ou a droga) trás de bom pra alguém? NADA. É prazer momentâneo. As marcas, mágoas e lembranças ruins que ficam são muito mais relevantes do que qualquer bom momento. Afinal, tudo passa. O amor é inútil. E não, não sou mais uma cética que não acredita no amor. Acredito que meus pais me amam de verdade e que esse amor é bem útil, oras. E pode até ser que amor entre homem e mulher exista. Mas, como eu já disse, é uma droga (que graças a Deus nunca experimentei)!