Durante os 5 dias da semana, ao deitar a cabeça no travesseiro antes de dormir, penso no dia que está por vir.
Durante os outros 2 dias, penso na noite que acabara de passar. Normalmente é divertido.
Durante os 7 dias que compõem a semana, após desligar o despertador, penso em você.
Penso em você enquanto procuro coragem de levantar, pisar neste chão de taco não tão frio, andar pelo quarto vazio, abrir a porta, percorrer a casa até o banheiro e então começar, efetivamente, o meu dia.
E quando ele começa, eu penso mais. Divido a atenção, graças a Deus, mas penso.
E é assim durante todos os dias, as horas e minutos da minha semana.
Das suas semanas.
A culpada
sábado, 8 de junho de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
O lado direito da cama. O lado esquerdo do peito.
Eu sinto saudades de dormir com você. Na verdade, eu sinto saudades de dormir acompanhada. Não precisa ser necessariamente com você, qualquer um serve.
Eu só queria virar para o lado direito da cama e sentir a respiração forte de alguém em direção a mim. Queria ter alguém para empurrar com o joelho, alguém pra tentar dormir de conchinha nos dias frios (apenas tentar, jamais conseguirei. Fica quente de mais).
Sinto falta de abraços e beijinhos durante a noite, enquanto troco de posição. Sinto falta até da dor que sinto quando meus cabelos ficam presos em baixo de seus braços.
E, por mais que eu odeie, sinto falta de bater discretamente em alguém para que esse alguém pare de roncar.
Sabe, pode ser qualquer um... Qualquer um mesmo.
Qualquer um que tenha carinho e que me aceite.
E que eu aceite.
Mas venha pela manhã, por favor!
Não aceito e nem quero outro sorriso que não seja o teu e nem outra voz que não seja a tua me perguntando as horas.
Vem?
Eu só queria virar para o lado direito da cama e sentir a respiração forte de alguém em direção a mim. Queria ter alguém para empurrar com o joelho, alguém pra tentar dormir de conchinha nos dias frios (apenas tentar, jamais conseguirei. Fica quente de mais).
Sinto falta de abraços e beijinhos durante a noite, enquanto troco de posição. Sinto falta até da dor que sinto quando meus cabelos ficam presos em baixo de seus braços.
E, por mais que eu odeie, sinto falta de bater discretamente em alguém para que esse alguém pare de roncar.
Sabe, pode ser qualquer um... Qualquer um mesmo.
Qualquer um que tenha carinho e que me aceite.
E que eu aceite.
Mas venha pela manhã, por favor!
Não aceito e nem quero outro sorriso que não seja o teu e nem outra voz que não seja a tua me perguntando as horas.
Vem?
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Então, aceito.
Quem dera ser o único a sentir tuas curvas quando está perto.
Ser o único a ver tua silhueta quando se afasta, apaga as luzes, e se despe.
Quem dera ser o único a voltar a te beijar, te apertar, te morder...
Ser o único a ter a marca das tuas unhas nas costas e dos teus dentes nos ombros.
Quem dera ser o único que te vê olhando pra cima com um sorrisinho cheio de vergonha e malícia.
Ser o único a te puxar pelos cabelos e ver e beijar teu lindo pescoço com um cheiro que é só teu.
Quem dera poder te beijar e abraçar diante dos outros.
Ser o o único dono dos teus beijos.
Mas tenho que dividi-los. Aceito a condição.
Aceitei, aliás.
E se rejeitar?
Se rejeitar, quem perde sou eu...
Ser o único a ver tua silhueta quando se afasta, apaga as luzes, e se despe.
Quem dera ser o único a voltar a te beijar, te apertar, te morder...
Ser o único a ter a marca das tuas unhas nas costas e dos teus dentes nos ombros.
Quem dera ser o único que te vê olhando pra cima com um sorrisinho cheio de vergonha e malícia.
Ser o único a te puxar pelos cabelos e ver e beijar teu lindo pescoço com um cheiro que é só teu.
Quem dera poder te beijar e abraçar diante dos outros.
Ser o o único dono dos teus beijos.
Mas tenho que dividi-los. Aceito a condição.
Aceitei, aliás.
E se rejeitar?
Se rejeitar, quem perde sou eu...
terça-feira, 7 de maio de 2013
Sobre o balanço da maré
Mar agitado.
Cais deserto, porém não abandonado (pedi pra que alguém o vigiasse vez ou outra).
Avisto alguém vindo ao longe. Silhueta desconhecida.
"Quem é?"
Não obtive resposta por conta da onda que bateu na pedra e fez com que nem eu mesma fosse capaz de ouvir o que disse.
Será que foi por isso?
Quando finalmente cheguei perto, tinha ido.
Foi, como tudo na vida...
A vida e esse eterno leva-e-traz...
Eterno até ontem.
Hoje parou.
Me entregou e foi embora. Não veio levar de volta.
Estranhei o tempo todo, até que me toquei que levou.
Levou o que eu trazia comigo.
Ah, esse eterno leva-e-traz...
Aí eu ri.
Cais deserto, porém não abandonado (pedi pra que alguém o vigiasse vez ou outra).
Avisto alguém vindo ao longe. Silhueta desconhecida.
"Quem é?"
Não obtive resposta por conta da onda que bateu na pedra e fez com que nem eu mesma fosse capaz de ouvir o que disse.
Será que foi por isso?
Quando finalmente cheguei perto, tinha ido.
Foi, como tudo na vida...
A vida e esse eterno leva-e-traz...
Eterno até ontem.
Hoje parou.
Me entregou e foi embora. Não veio levar de volta.
Estranhei o tempo todo, até que me toquei que levou.
Levou o que eu trazia comigo.
Ah, esse eterno leva-e-traz...
Aí eu ri.
domingo, 21 de abril de 2013
Poesiazinha
Te faço uma poesia
Você fica toda prosa
E enquanto o velho posa
A gente silencia
Que é pra ver melhor
Com lente de aumento, me falta foco
Tiro-a e vejo tudo maior.
Aproximar-se é o jeito
É o jeito que todo sujeito,
Que leva a poesia viva no peito,
Arruma para então sentir-se perfeito
E para que a arte continue batendo
Mesmo que às vezes a faça doendo.
Você fica toda prosa
E enquanto o velho posa
A gente silencia
Que é pra ver melhor
Com lente de aumento, me falta foco
Tiro-a e vejo tudo maior.
Aproximar-se é o jeito
É o jeito que todo sujeito,
Que leva a poesia viva no peito,
Arruma para então sentir-se perfeito
E para que a arte continue batendo
Mesmo que às vezes a faça doendo.
sábado, 30 de março de 2013
Violação.
Dia desses vi um menino violar a imagem inofensiva que tínhamos a seu respeito com um violino.
Dia desses vi um rapagão violar sua aparência de insensível com um violão.
Essa gente que se viola ao som de uma viola.
De um violino.
De um violão.
Vai entender...
Eu é que não vou dar corda pra essa gente.
Dia desses vi um rapagão violar sua aparência de insensível com um violão.
Essa gente que se viola ao som de uma viola.
De um violino.
De um violão.
Vai entender...
Eu é que não vou dar corda pra essa gente.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Dramaturgia nossa de cada dia.
Por que?
Se a lista, que foi elaborada em quinze minutos, já está no item sessenta e cinco, eu me pergunto "Por que?".
Por que você? Por que agora? Por que comigo? Por que...
Fugimos do roteiro, admita.
Pro remédio fazer efeito, fecho os olhos e enxergo. Você tem um quê de algo que eu, definitivamente, não precisava precisar.
Mas agora eu preciso.
Mas não preciso mais de um "porque", pois tendo esse "quê" indefinido e necessário, já completo o cenário, e as peças dessa peça se encaixam.
E o ato final continua por trás das cortinas vermelhas. Os aplausos cessam, o público sai e leva consigo o murmurinho e ficamos nós.
A sós.
Até o apoio ir embora.
Até o teatro fechar.
Até que as luzes se apaguem.
E aí protagonizamos um mundo só nosso.
Atrás das cortinas.
Só a gente sabe.
A sós, só a gente sabe.
Se a lista, que foi elaborada em quinze minutos, já está no item sessenta e cinco, eu me pergunto "Por que?".
Por que você? Por que agora? Por que comigo? Por que...
Fugimos do roteiro, admita.
Pro remédio fazer efeito, fecho os olhos e enxergo. Você tem um quê de algo que eu, definitivamente, não precisava precisar.
Mas agora eu preciso.
Mas não preciso mais de um "porque", pois tendo esse "quê" indefinido e necessário, já completo o cenário, e as peças dessa peça se encaixam.
E o ato final continua por trás das cortinas vermelhas. Os aplausos cessam, o público sai e leva consigo o murmurinho e ficamos nós.
A sós.
Até o apoio ir embora.
Até o teatro fechar.
Até que as luzes se apaguem.
E aí protagonizamos um mundo só nosso.
Atrás das cortinas.
Só a gente sabe.
A sós, só a gente sabe.
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