Recebi uma maravilhosa e inesperada carta de um grande amigo. Deu-me junto à carta uma foto de nós dois, No verso da foto havia os seguintes dizeres "Pra você nunca me esquecer!". E como esqueceria?
Chegando em casa, fui logo guardar a carta e a foto em minha caixinha de recordações. Ao tira-la do fundo do armário veio junto a ela um pouco de poeira, percebi que não a tirava dali por muito tempo. Limpei superficialmente a poeira e sem que eu fizesse esforço, sua tampa saiu. Estava cheia. Bem cheia. Lotada.
Minha intenção era apenas guardar a nova carta, mas, devido a superlotação da caixinha, tive que tirar as outras cartas e arruma-las de modo que coubessem todas e ainda sobrasse espaço para uma eventual lembrança nova.
Ao fazer a arrumação, resolvi ler algumas das cartas. E veio-me então um inevitável e triste sorriso ao rosto. Naquela caixa havia lembranças inesquecíveis que eu havia esquecido.
A cada "para sempre" que eu lia meu coração ia ficando mais apertado. E a cada foto do tempo de colégio que eu via, a saudade ia batendo mais forte.
Por que deixei aquela gente ir embora da minha vida? Eu os amava!
Me dei conta que ainda os amo numa lembrança que estava bem escondida dentro de mim. E de agora em diante, não haverá mais promessa alguma de eternidade, pois não se deve prometer o que não se pode cumprir.
O segredo para a eternidade é não idealiza-la ou deseja-la: é deixar que ela venha por conta própria.
É ter pavor dela. E enfrenta-la.
A culpada
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
- E a filha da minha patroa que tá namorando menino de morro e a patroa tá de preconceito?
- Ah, menina, normal isso. Meu filho sofreu muito preconceito no asfalto já, por isso que prefiro minha terra pertinho do céu!
- É, num troco meu morrão por niuma cobertura no lebron, não.
- Ah, nem eu, minha filha! Churrasquinho todo domingo, cervejinha geladinha sempre, as amizade...
- As criança tudo correndo livre, jogando bola, saltano cafifa... Isso é infância!
- Nem fala. O filho mais novo da minha outra patroa fala com a madame por telefone, sendo que tão na mesma casa.
- Pô, e minha patroa que tá com muitas dificuldade agora? Já falei "Por que a senhora não vai pra um apartamento mais barato? As criança tão ficando tudo sem roupa e calçado..." Ai ela fala que morar na Atrântica não tem preço.
- O que mais tem por ai é madame pobre, minha filha.
- É verdade. Fazem nada da vida mas querem continuar tendo vida de luxo, e nós que trabalha pra caramba, rala que nem cachorro tem nem metade do que essa gente tem.
- Mas é aquela história, né: A gente sabe o que é ser feliz!
- Não sei, não... Meu marido tá trabalhando naquele restaurante bacana ali na rua de baixo, tá sabendo?
- Tô sabendo... E ele tá gostano?
- Ih, tá nada! As madame que são dona de lá resolveram deixar o restaurante aberto 14 horas, sendo que as gracinhas não querem ficar muito tempo lá e não querem contratar mais gente, ai sobre pra quem? Adalberto!
- Mas menina, ele tá trabalhando quanto tempo por dia?
- 10 horas, Neuza, 10 horas. 2 horas a mais que o combinado, sendo que ele faz uns bico de madrugada pra não faltar muita coisa pras criança. Ele nunca tá em casa. Sabe quanto tempo não fazemo nada junto? 8 mês, Neuza, 8 mês.
- Deus do céu! Mas por que ele não processa essas mulher?
- Com que dinhero? Tem dinhero pra adevogado, não. Trabalha mais do que respira e não tem dinhero nem pra comprar seus direitos...
- É, minha filha, o mundo tá assim hoje, difícil pra todo mundo que não tem bem muita grana... E as criança?
- Tão triste, né. Porque além de nós não poder comprar as coisa que elas pede elas quase não tem mais pai agora.
Efeitos do capitalismo.
- Ah, menina, normal isso. Meu filho sofreu muito preconceito no asfalto já, por isso que prefiro minha terra pertinho do céu!
- É, num troco meu morrão por niuma cobertura no lebron, não.
- Ah, nem eu, minha filha! Churrasquinho todo domingo, cervejinha geladinha sempre, as amizade...
- As criança tudo correndo livre, jogando bola, saltano cafifa... Isso é infância!
- Nem fala. O filho mais novo da minha outra patroa fala com a madame por telefone, sendo que tão na mesma casa.
- Pô, e minha patroa que tá com muitas dificuldade agora? Já falei "Por que a senhora não vai pra um apartamento mais barato? As criança tão ficando tudo sem roupa e calçado..." Ai ela fala que morar na Atrântica não tem preço.
- O que mais tem por ai é madame pobre, minha filha.
- É verdade. Fazem nada da vida mas querem continuar tendo vida de luxo, e nós que trabalha pra caramba, rala que nem cachorro tem nem metade do que essa gente tem.
- Mas é aquela história, né: A gente sabe o que é ser feliz!
- Não sei, não... Meu marido tá trabalhando naquele restaurante bacana ali na rua de baixo, tá sabendo?
- Tô sabendo... E ele tá gostano?
- Ih, tá nada! As madame que são dona de lá resolveram deixar o restaurante aberto 14 horas, sendo que as gracinhas não querem ficar muito tempo lá e não querem contratar mais gente, ai sobre pra quem? Adalberto!
- Mas menina, ele tá trabalhando quanto tempo por dia?
- 10 horas, Neuza, 10 horas. 2 horas a mais que o combinado, sendo que ele faz uns bico de madrugada pra não faltar muita coisa pras criança. Ele nunca tá em casa. Sabe quanto tempo não fazemo nada junto? 8 mês, Neuza, 8 mês.
- Deus do céu! Mas por que ele não processa essas mulher?
- Com que dinhero? Tem dinhero pra adevogado, não. Trabalha mais do que respira e não tem dinhero nem pra comprar seus direitos...
- É, minha filha, o mundo tá assim hoje, difícil pra todo mundo que não tem bem muita grana... E as criança?
- Tão triste, né. Porque além de nós não poder comprar as coisa que elas pede elas quase não tem mais pai agora.
Efeitos do capitalismo.
domingo, 28 de agosto de 2011
Nunca entendi essas pessoas que vivem criticando o mundo e sempre estão arranjando um culpado para seus problemas que não sejam elas mesmas. Sei lá, sempre vi as coisas de um modo diferente. Para não dizer injustamente que essas pessoas estão erradas, resolvi mudar meu ponto de vista por um tempo para então chegar a uma conclusão.
Durante este período eu pude ver os defeitos das coisas, das pessoas, do mundo. Eu estava sempre certa, minha opinião era a única coisa importante no mundo. Ela bastava, só ela.
Virei as costas pro mundo, afinal ele não era bom o suficiente para a perfeição que eu era. E sem mudar nada em mim, lutava contra a força que conspirava contra mim,que fazia com que tudo desse errado.
Ai que bobagem a minha... Antes que algo dê certo, tem de parar de dar errado. As coisas são perfeitas do jeito que são. As pessoas não, nunca serão. Eu nunca serei, sei disso.
Cheguei a conclusão de que valia mais a pena ser como eu era antes: Se algo me desagrada, eu tento ver da melhor maneira possível e tento me adaptar. E se eu não conseguir, eu finjo. Acho que sou boa nisso de fingir que está tudo bem e tentar disfarçar a tristeza.
Voltei a ser o que sempre fui! Fingir que tudo é perfeito é muito mais fácil que tornar tudo perfeito. E o melhor: É possível.
O mundo real é coisa pra criança. Adulto hoje em dia tem que viver num faz-de-conta.
Durante este período eu pude ver os defeitos das coisas, das pessoas, do mundo. Eu estava sempre certa, minha opinião era a única coisa importante no mundo. Ela bastava, só ela.
Virei as costas pro mundo, afinal ele não era bom o suficiente para a perfeição que eu era. E sem mudar nada em mim, lutava contra a força que conspirava contra mim,que fazia com que tudo desse errado.
Ai que bobagem a minha... Antes que algo dê certo, tem de parar de dar errado. As coisas são perfeitas do jeito que são. As pessoas não, nunca serão. Eu nunca serei, sei disso.
Cheguei a conclusão de que valia mais a pena ser como eu era antes: Se algo me desagrada, eu tento ver da melhor maneira possível e tento me adaptar. E se eu não conseguir, eu finjo. Acho que sou boa nisso de fingir que está tudo bem e tentar disfarçar a tristeza.
Voltei a ser o que sempre fui! Fingir que tudo é perfeito é muito mais fácil que tornar tudo perfeito. E o melhor: É possível.
O mundo real é coisa pra criança. Adulto hoje em dia tem que viver num faz-de-conta.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
07:42 da manhã. Ele na cama, acabando de acordar, ainda enrolado nos lençois. Ela de pé, se arrumando para trabalhar.
- Não entendo...
- O que, Otávio?
- Por que você não pode ser só minha.
- Mas eu sou só sua meu amor - deitou-se e deu-lhe um beijo na bochecha que desceu até o pescoço.
- Ah é? E o outro mané lá?
- Quando estou com você sou só sua, então ele não existe para mim neste momento.
- Mas pra mim existe. Poxa, Manu, pra que isso, hein? Você gosta de complicar as coisas, de me ver sofrer...
- Claro que não, meu amor.
- Claro que sim. Se eu fosse mesmo seu amor eu seria o único na sua vida.
- Mas está sendo.
- Estou sendo até você trabalhar. Devo lhe agradecer pela importância que me dá, Alteza?
- Ué, e não tá bom?
- Nossa, Manuela... Não tá, né. Larga esse cara, seja sempre minha, o que te custa?
- Quando você me conheceu já sabia sobre minha relação com o Roberto, não sabia?
- Sim, mas eu tinha esperança de que um dia você me amasse mais que a ele e quisesse ficar só comigo.
- Eu queria que fosse assim. Seria mais fácil até pra mim, porque eu sei que você me ama muito mais que ele, mas infelizmente não posso fazer nada.
- É claro que pode, você prometeu!
- Prometi que lhe daria atenção, carinho, cumplicidade... Acho que estou cumprindo a promessa. Ou não?
- Está sim... Me promete amor eterno, então.
- Desculpa, vou ficar lhe devendo essa.
- Por que, Manuela, por que?
- Eu posso prometer o que vou fazer, não o que vou sentir.
- Entendi... Bom, ao menos sempre foi honesta comigo.
- Pois é - riu amigavelmente - E prometo que serei sempre honesta!
- Só me resta acreditar, então.
- Não, você também tem a opção de não acreditar.
- Tenho? Não sabia.
- Sim, tem.
28 segundos de silêncio. Dois beijos de aproximadamente 10 segundos cada.
- Bom, to indo. O trabalho me espera. Tchau, amor, beijos!
- Tchau, beijos. Te amo!
- Te amo pra sempre! Te ligo qualquer dia, quando bater saudade.
Fechou a porta, chamou o elevador e foi.
A saudade deve ter batido dia desses.
- Não entendo...
- O que, Otávio?
- Por que você não pode ser só minha.
- Mas eu sou só sua meu amor - deitou-se e deu-lhe um beijo na bochecha que desceu até o pescoço.
- Ah é? E o outro mané lá?
- Quando estou com você sou só sua, então ele não existe para mim neste momento.
- Mas pra mim existe. Poxa, Manu, pra que isso, hein? Você gosta de complicar as coisas, de me ver sofrer...
- Claro que não, meu amor.
- Claro que sim. Se eu fosse mesmo seu amor eu seria o único na sua vida.
- Mas está sendo.
- Estou sendo até você trabalhar. Devo lhe agradecer pela importância que me dá, Alteza?
- Ué, e não tá bom?
- Nossa, Manuela... Não tá, né. Larga esse cara, seja sempre minha, o que te custa?
- Quando você me conheceu já sabia sobre minha relação com o Roberto, não sabia?
- Sim, mas eu tinha esperança de que um dia você me amasse mais que a ele e quisesse ficar só comigo.
- Eu queria que fosse assim. Seria mais fácil até pra mim, porque eu sei que você me ama muito mais que ele, mas infelizmente não posso fazer nada.
- É claro que pode, você prometeu!
- Prometi que lhe daria atenção, carinho, cumplicidade... Acho que estou cumprindo a promessa. Ou não?
- Está sim... Me promete amor eterno, então.
- Desculpa, vou ficar lhe devendo essa.
- Por que, Manuela, por que?
- Eu posso prometer o que vou fazer, não o que vou sentir.
- Entendi... Bom, ao menos sempre foi honesta comigo.
- Pois é - riu amigavelmente - E prometo que serei sempre honesta!
- Só me resta acreditar, então.
- Não, você também tem a opção de não acreditar.
- Tenho? Não sabia.
- Sim, tem.
28 segundos de silêncio. Dois beijos de aproximadamente 10 segundos cada.
- Bom, to indo. O trabalho me espera. Tchau, amor, beijos!
- Tchau, beijos. Te amo!
- Te amo pra sempre! Te ligo qualquer dia, quando bater saudade.
Fechou a porta, chamou o elevador e foi.
A saudade deve ter batido dia desses.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
- É sério, eu gosto de você, mas não dá mais.
- Melhor termos esse tipo de conversa pessoalmente. Por telefone é complicado, não acha?
- Acho, sim.
E então veio. Enquanto aguardava sua chegada meu coração estava a ponto de sair pela boca. Não sabia o que falar, não sabia como agir. Na verdade, não sabia nem o que eu queria de verdade.
- E então... Quer mesmo terminar?
- Acho que é o jeito. Não dá pra continuar assim, não.
- Não é o único jeito. Você sabe que não é.
- Não? O outro jeito é continuarmos nessa "lenga-lenga" todo santo dia?
- Não. O outro jeito é continuarmos juntos apesar de tudo.
- Não consigo enxergar essa opção, desculpa.
- É você quem sabe. Acabou mesmo então?
- É, acho que sim...
- Então cada um leva a vida como quiser... sem o outro?
- Bom, é, né. Mas se quiser, podemos ser amigos. - sorriu cortês.
- É, podemos. - retribuiu o sorriso.
Silêncio.
- Acho que é isso, né?
- É...
- Ah, só uma pergunta... Ontem você disse que ainda gostava de mim. Por que?
- Disse isso só pra não dizer que te amo e nem sei por onde começar minha nova vida sem você.
- Entendi. Já que não disse, também não vou dizer que sinto o mesmo.
- Hum... Justo. Então é só isso, não é? Até logo!
- Até!
Deram dois beijinhos no rosto e cada um seguiu seu caminho. E assim o Sr. e a Sra. Orgulho tiveram seu final feliz não tão feliz assim, mas um tanto quanto justo.
- Melhor termos esse tipo de conversa pessoalmente. Por telefone é complicado, não acha?
- Acho, sim.
E então veio. Enquanto aguardava sua chegada meu coração estava a ponto de sair pela boca. Não sabia o que falar, não sabia como agir. Na verdade, não sabia nem o que eu queria de verdade.
- E então... Quer mesmo terminar?
- Acho que é o jeito. Não dá pra continuar assim, não.
- Não é o único jeito. Você sabe que não é.
- Não? O outro jeito é continuarmos nessa "lenga-lenga" todo santo dia?
- Não. O outro jeito é continuarmos juntos apesar de tudo.
- Não consigo enxergar essa opção, desculpa.
- É você quem sabe. Acabou mesmo então?
- É, acho que sim...
- Então cada um leva a vida como quiser... sem o outro?
- Bom, é, né. Mas se quiser, podemos ser amigos. - sorriu cortês.
- É, podemos. - retribuiu o sorriso.
Silêncio.
- Acho que é isso, né?
- É...
- Ah, só uma pergunta... Ontem você disse que ainda gostava de mim. Por que?
- Disse isso só pra não dizer que te amo e nem sei por onde começar minha nova vida sem você.
- Entendi. Já que não disse, também não vou dizer que sinto o mesmo.
- Hum... Justo. Então é só isso, não é? Até logo!
- Até!
Deram dois beijinhos no rosto e cada um seguiu seu caminho. E assim o Sr. e a Sra. Orgulho tiveram seu final feliz não tão feliz assim, mas um tanto quanto justo.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Eu costumava reclamar muito dela. Queria sempre substitui-la. Volta e meia a desgraçada me fazia chorar... Maldita!
Ela era amarga, mas era cheia de certezas um tanto quanto incertas. Eu gostava disso. Era uma certeza enorme que agregava uma dúvida pequenininha. É, eu gostava. Mas estava fora de meu controle, e isso que não posso suportar.
Já agia por conta própria, estava me dominando, não saia do meu pé. Eu pedia uma trégua e a danada não dava de jeito nenhum. Eu tentava me distrair e lá estava ela junto comigo. Eu tentava respirar, somente respirar e ela me vinha com aquelas lágrimas que caiam sem que eu ao menos piscasse os olhos.
Ah, era demais pra mim! Não aguentava mais. A matei. Que alívio!
Mas agora tudo está diferente, muito diferente, aliás. Estava tão acostumada com ela, já tinha até se tornado parte de mim, sabe? É, acho que matei uma partezinha de mim. Que horror! Quase um meio-suicídio! E agora, o que eu faço sem ela? No que eu penso? Minha cabeça está livre, mas meu coração também... Ah, que saudade daquela saudade!
Ops, acho que ela está voltando. Bem que me avisaram que vaso ruim não quebra!
Ela era amarga, mas era cheia de certezas um tanto quanto incertas. Eu gostava disso. Era uma certeza enorme que agregava uma dúvida pequenininha. É, eu gostava. Mas estava fora de meu controle, e isso que não posso suportar.
Já agia por conta própria, estava me dominando, não saia do meu pé. Eu pedia uma trégua e a danada não dava de jeito nenhum. Eu tentava me distrair e lá estava ela junto comigo. Eu tentava respirar, somente respirar e ela me vinha com aquelas lágrimas que caiam sem que eu ao menos piscasse os olhos.
Ah, era demais pra mim! Não aguentava mais. A matei. Que alívio!
Mas agora tudo está diferente, muito diferente, aliás. Estava tão acostumada com ela, já tinha até se tornado parte de mim, sabe? É, acho que matei uma partezinha de mim. Que horror! Quase um meio-suicídio! E agora, o que eu faço sem ela? No que eu penso? Minha cabeça está livre, mas meu coração também... Ah, que saudade daquela saudade!
Ops, acho que ela está voltando. Bem que me avisaram que vaso ruim não quebra!
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Estava declarada a guerra entre consciência x subconsciente.
A consciência teimava em empurrar as tristezas recentes para o subconsciente, enquanto o subconsciente já estava lotado, e ia empurrando algumas tristezas antigas pra consciência, pra ver se conseguia um espacinho pra todas aquelas memórias respirarem.
Vitória do subconsciente, óbvio, porque a consciência não é lá essas coisas.
A consciência teimava em empurrar as tristezas recentes para o subconsciente, enquanto o subconsciente já estava lotado, e ia empurrando algumas tristezas antigas pra consciência, pra ver se conseguia um espacinho pra todas aquelas memórias respirarem.
Vitória do subconsciente, óbvio, porque a consciência não é lá essas coisas.
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