A culpada
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
This circle never ends...
Cá estava eu nesta noite de sexta feira: Maquiagem impecável, uma roupa simples, porém muito elegante e o bom e velho salto alto. Estava linda, mas, acima de tudo, ansiosa. Planejei durante dois dias o que falar, como agir, que assuntos puxar...
A cada minuto que passava eu lembrava de algum detalhe que poderia melhorar a noite.
Faltava 1 hora para o encontro e eu ja estava pronta. Passei tanto perfume que meu gato espirrava ao passar perto de mim. Estava me sentindo bem, tudo parecia que ia dar certo!
A tal hora se passou e meu coração foi a mil, ansiedade transbordava. Onde ele estava? Por que demorava tanto? Provavelmente deve estar nervoso também, preferi pensar assim.
Mais meia hora se passou... Não parava de me perguntar se algo teria acontecido, afinal de contas, ele nao tinha nenhum motivo parar furar comigo... Ou tinha?
Até hoje não sei se fiz algo errado ou se ele fez por fazer. Não recebi um pedido de desculpa e nenhuma notícia do infeliz até hoje... Bom, agora tanto faz.
Isso me fez pensar que magoar as pessoas deve ser realmente muito legal. E é mesmo.
E o ciclo da decepção amorosa continua...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Silence is a scary sound
E mais uma vez o medo de uma possível decepção era maior que a vontade e a coragem de sentir. Que pena. Nao fosse a covardia, teria aproveitado muito mais boa parte de sua vida.
Pensava amar mas não se permitia sentir. Tinha medo de se entregar, tinha medo de que se entregassem demais e não pudesse dar conta de tanto calor, de tanta ardencia, de tanta emoção misturada queimando por seu corpo e fazendo-a delirar, fazendo disso um vício.
Certa vez ouviu a seguinte frase 'o amor só serve para machucar'. Ah se ela soubesse que corre mais risco de se machucar quem foge com tanta velocidade desse sentimento avassalador...
Preferia o silência de noites frias e sem cor ao som de sussurros em seu ouvido esquentando seu corpo e colorindo sua alma. Como pode alguém preferir o medo à ternura? Que tortura!
sábado, 27 de novembro de 2010
POV
Amizades foram desfeitas, amores não tiveram bons rumos e muitas coisas deram errado neste meio tempo. E sabe o que eu mais odeio nisso tudo? Eu mesma!
Eu me tornei tudo o que eu mais odiava: Fria, pouco intensa e muito tensa, essa sou eu! E essa minha nova personalidade parou para pensar sobre tudo que havia acontecido de um tempo pra cá e chegou a essa conclusão:
As pessoas tem direito de escolher seus caminhos. Se os amigos se foram, o azar é deles! Meus romances não tiveram bons rumos porque contos de fadas não existem! Melhor deixar o final feliz pro mundo encantado; E se as coisas deram errado, o erro não foi só meu! A vida não colaborou comigo.
Então, por alguma espécie de devaneio, meu antigo Eu veio à tona e me fez ver por um outro ponto de vista... Talvez os amigos não tenham ido por conta própria. Talvez eu os tenha expulsado com toda a minha bipolaridade, meu mau humor, meu egoísmo, meu ciúme...
E se não tive um final feliz, foi porque nao me deixei ter. Temi, não dei uma chance se quer à felicidade; FUI FRACA.
E nem tudo deu errado! Até o que tecnicamente falhou me fez bem! Talvez, se não fosse por esses erros, não teria agora esta reflexão.
Acho que a melhor parte de mim está de volta. O que me tornei parecia maravilhoso, mas pude perceber que era só uma máscara.
Acho que todos deviam dar um fim a esse baile à fantasia!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Possibilities
Já passei por poucas e boas nessa vida, e uma coisa eu posso afirmar: Só não perde nada quem não tem nada a perder.
Tudo passa, se perde ou se esquece. Parece ruim, eu sei, mas, por incrível que pareça, não é! Quer dizer, eu não acho ruim! Um das coisas que mais me encanta na vida é a diversidade! E é com esse "perde e ganha" que ela aparece! É perdendo o velho que se conhece o novo. E, cá entre nós, não há nada mais fantástico e prezeroso do que provar do desconhecido. É claro que essa novidade um dia vai se tornar "o velho", mas devemos aproveitar enquanto é novidade.
As vezes não nos permitimos provar o novo porque o velho nos trás boas lembranças e queremos viver de recordações; não devemos ser assim.
Devemos provar, experimentar, sentir o novo! Devemos SER o novo. Mas não devemos ser o novo que um dia vira velho, não! Devemos ser como poucos conseguem ser: o novo que se renova.
Abram suas mentes para as coisas novas e maravilhosas que a vida nos oferece todo dia, entejam libertos, abertos para todas as possibilidades! Porque na verdade, ninguém tem nada a perder! E é como eu disse: quem não tem nada, não perde nada!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Forever?
O amor é uma droga! Se você quer um resumo do texto, já teve.
É basicamente isso, esse tal de amor tem os mesmos efeitos que as demais drogas: dependência, sensação de alívio, tristeza e tudo mais. Além disso, tem também os estágio por qual todo viciado passa:
Estágio 1: No primeiro estágio é só pra conhecer. Sabe aquela história de "estou só experimentando"? Então, acontece a mesma coisa no amor, mas ao invés dessas palavras, eles usam "tô aproveitando, conhecendo gente nova".
Estágio 2: "Está tudo sob controle! Se eu quiser parar, eu paro!" Frase favorita dos drogados e dos apaixonados (que redundância). Nessa fase, a pessoa já está completamente entregue a droga, sabe disso e nega pros demais. "Estamos só ficando, nada sério".
Estágio 3: A sensação não é mais a mesma dos estágios 1 e 2. É a hora de aumentar a dose. É ai, por mais que não pareça, que tudo se complica: Vem a dependência (vulgo namoro, para os apaixonados).
Estágio 4: Durante a dependência, tudo parece um mar de rosas, pois apesar de haver um problema, ele é invisível aos olhos de quem o tem. Só depois, quando fica ainda mais sério, é que se reconhece o problema...
Estágio 5: Quando há o reconhecimento do problema, é uma das piores fases. Se sabe que tem um problema, os amigos tentam ajudar, mas, ainda assim, não se consegue largar o vício. Drogados dizem " Me faz esquecer dos problemas, não posso largar assim..."; apaixonados dizem (redundância outra vez) "Mas eu ainda gosto de fulano... e nossa história é tão linda!"
Estágio 6: Libertação! O problema está matando, a situação está insustentável e, finalmente, o fim chega! Por mais que pareça uma vitória (e é), é um tanto quanto doloroso se livrar de algo que fez parte de sua vida por tanto tempo e, aparentemente, te fez bem.
Digo aparentemente porque, venhamos e convenhamos, o que o amor (ou a droga) trás de bom pra alguém? NADA. É prazer momentâneo. As marcas, mágoas e lembranças ruins que ficam são muito mais relevantes do que qualquer bom momento. Afinal, tudo passa.
O amor é inútil. E não, não sou mais uma cética que não acredita no amor. Acredito que meus pais me amam de verdade e que esse amor é bem útil, oras. E pode até ser que amor entre homem e mulher exista. Mas, como eu já disse, é uma droga (que graças a Deus nunca experimentei)!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Blame it on the alcohol
Se acaso quiseres conversar, saberás aonde me encontrar: provavelmente na porta de um bar. Mas se não for o caso, estarei em minha cobertura de frente pro mar, bebendo whisky e tentando escrever algo que soe poético. Ok, tentativa falha. Terei de resumir minha vida para justificar o fracasso: era jovem, esforçado e inteligente; Tinha muita vontade de vencer, só me faltava oportunidade. E eis que ela surgiu!
Fui com muita sede ao pote. Bebi tanto do delicioso gosto do sucesso que acabei por me engasgar. Meu primeiro trabalho foi como cronista num jornal, mas eu sabia que não havia de ficar lá por muito tempo, era realmente talentoso e reconhecia este talento. Depois de alguns poucos meses no tal jornal, fui chamado para um estágio numa emissora de TV relativamente grande. Já se pode imaginar minha reação quando recebi o telefonema, não é? Coração a mil, imaginação fluindo e dentro de mim já não havia mais espaço para expectativas.
Finalmente chegou meu primeiro dia de trabalho: Decepção! Foi extamente como algumas séries de TV mostram: era um Zé ninguém, não tinha voz e pelo que parecia também não tinha presença. Só se ouvia meu nome quando precisavam dos favores mais inúteis do mundo. Mas durante o tempo em que não servia cafézinhos, pegava correspondência ou enviava e-mails, ficava observando a sessão de redação. Apesar de querer trabalhar no ramo, não fazia ideia de o quão complicado era aquilo. Depois que vi o esforço que a produção tinha para por programas, muitas vezes curtos, no ar, comecei a admirar aquela gente apressada e a almejar ser que nem eles.
Dia desses, entre um set e outro, não pude deixar de ouvir (ok, eu quis ouvir) a conversa de dois produtores. Eles pretendiam apresentar ao presidente da emissora um novo programa, a principio quinzenal, só faltava um bom enredo e desenvolvê-lo. Mas não era tão simples quanto parecia. Tinha de ser algo novo e bom. Não que os tais produtores não fossem bons ou criativos, é que já não se tinha mais o que criar mesmo. Em momento algum me senti superior, aliás, longe de mim! Mas pensei comigo mesmo "estou na hora certa no lugar certo ou algo do tipo". Cheguei em casa, virei a noite e tentei escrever algo que prestasse. Resolvi escrever sobre uma família problemática e de certa forma engraçada. Ao meu ver, ficou bom. Não digo excelente ou digno de um prêmio, pois ainda havia de ser editado por profissionais. Ok, projeto pronto, só faltava apresentar aos produtores para eles levarema à presidência. Na verdade, além disso, me faltava coragem.
continua.
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